Por Silvério Machado
Bicampeão da Liga dos Campeões da Europa. Campeão do Mundial de Clubes. Tetracampeão espanhol. Tetra campeão da Super Copa Espanhola. Campeão da Super Copa Europeia. Campeão da Copa do Rei. Medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim. Campeão Mundial Sub-20.
Estes títulos já seriam suficientes para alçar um clube para um patamar de potência do futebol. Mas estes títulos que fazem inveja a muitos clubes, fazem parte da galeria de um jogador. Mais: o jogador em questão tem apenas 23 anos, e, portanto, muito a trilhar e brilhar ao longo da carreira. Este é Lionel Andrés Messi, argentino, nascido aos 24 dias do mês de julho de 1987.
Messi chegou ao Barcelona aos 12 anos de idade. Antes, jogava futebol nos times de base do clube argentino Newells Old Boys. Atualmente é o craque de uma equipe que encanta a todos pelo futebol à moda antiga: vistoso e de bons resultados. O Barcelona, de Messi, tem também Piqué, Puyol, Pedro, Busquets, Iniesta, Xavi, David Villa... Possui a base do time campeão da Copa do Mundo realizada este ano na África do Sul. Entre tantos talentos, Messi é o maior. Não na estatura é óbvio. Messi tem apenas 1,69 m. É baixinho como outro argentino, que brilhou intensamente na década de 80 e que nossos hermanos insistem em comparar a Pelé. A comparação com Maradona não é nova. O próprio afirmou que Messi tem potencial para superá-lo.
Mas para que Messi possa ser maior do que Maradona falta brilhar em uma Copa do Mundo. Em 2006, com apenas 19 anos, fez sua estreia no Mundial da Alemanha. Ainda tido como promessa, era reserva. Fez um gol e foi eliminado pela Alemanha nas quartas de final. Neste ano, chegou com o status de melhor jogador do mundo. Fez alguns bons jogos, mas não conseguiu fazer gol e nem fazer com que a Argentina superasse a Alemanha, novamente nas quartas. Para chegar ao panteão dos grandes jogadores de todos os tempos, é imprescindível ser campeão e craque de uma Copa do Mundo, mas Messi tem tempo para isso. Não é difícil imaginar que ele dispute mais, pelo menos, três Copas.
Enquanto muitos insistem em compará-lo com um e outro, Messi só se preocupa em fazer gols. E os faz aos borbotões, como diriam os antigos cronistas esportivos. Em 221 jogos na equipe principal do Barcelona fez 138 gols. Já é o quinto maior artilheiro da história da equipe espanhola. Ele afirma que pretende continuar na equipe blaugrana por toda sua carreira. Se isso for verdade, é possível prever que ele passará Cesar, que marcou 256 gols, e se tornará o jogador que mais fez gols pelo Barcelona em todos os tempos. Messi já é o jogador que mais fez gols pelo Barcelona em competições internacionais, com 32 gols. Lembrem-se: ele tem apenas 23 anos.
Eleito melhor jogador do mundo em 2009 pela FIFA e pela France Football, Messi já pode se orgulhar de ter chegado ao ápice da carreira. Mas ele não parece se contentar. Com a mesma facilidade que passa pelos zagueiros adversários, segue firme rumo a colocar seu nome ao lado de gênios como Pelé e Maradona.
BATE-BOLA
- O Vasco pode decidir o título brasileiro. Não, o time cruzmaltino não tem chance de título, mas nos últimos cinco jogos enfrenta os três primeiros colocados do campeonato. Joga contra Fluminense, pela 34ª rodada. Cruzeiro, na 36ª e Corinthians, na 37ª rodada. Vale ressaltar que no 1º turno o Vasco não perdeu para estas equipes. Venceu o Corinthians por 2 a 0 em São Januário e empatou com o Cruzeiro (1 a 1) ,também em São Januário; e com o Fluminense, 2 a 2, jogando no Maracanã.
- Impressionante a invencibilidade de José Mourinho quando suas equipes atuam dentro de casa. O atual técnico do Real Madrid está há 137 jogos invicto como mandante. Mais: em dez anos como treinador, perdeu apenas uma partida em casa: em 2002, era técnico do Porto, de Portugal, e foi derrotado por 3 a 2 pelo Beira-Mar. Ao todo, Mourinho esteve a frente de equipes que atuaram como mandantes em 155 partidas e tem um aproveitamento de 85,2% dos pontos.
- Na semana passada, Neymar desperdiçou uma cobrança de pênalti contra o Prudente. Foi o sexto pênalti que ele perdeu neste ano, tendo marcado dez desta maneira. A título de comparação, de números e não de potencial, se em uma temporada Neymar perdeu seis pênaltis, Pelé desperdiçou apenas 19 cobranças em toda carreira, que durou mais de 20 anos.
- Por falar em Neymar, uma pesquisa realizada pelo instituto Sport Markt apontou o jogador do Santos como o mais querido do Brasil. O levantamento foi realizado antes da polêmica com o técnico Dorival Junior. O atacante, de apenas 18 anos e há dois como profissional, ficou a frente de Kaká e Robinho, como os preferidos pelos torcedores brasileiros. Em 2009, Kaká ficou com o título e Ronaldinho Gaúcho foi eleito o preferido em 2008.


