Apresentações seguem até o dia 6 de janeiro
Mês de dezembro é época de reativar umas das tradições do povo brasileiro: as apresentações de folias de reis. Integrantes de diversas folias vão percorrer a região até o dia 6 de janeiro, quando é comemorado o Dia de Reis. Em Muriaé, existem cerca de seis folias.
O violonista Wilson Balbino da Silva é integrante da Folia de Reis Estrela de Davi, que conta com 20 membros. Eles começaram as apresentações em Cachoeira Alegre, no dia 25. Na virada do ano estarão em Silveira Carvalho. Já em Muriaé, passam pelos bairros da Barra, Cerâmica, Planalto, Santo Antônio e Dornelas. No dia 7 de janeiro acontece a confraternização do grupo.
A tradição da Folia de Reis Estrela de Davi começou com uma promessa para que a irmã de Wilson pudesse andar. A folia passou pelo avô, pai e ganhou força quando a promessa feita pelos familiares foi atendida, segundo Wilson, pelo Santo Reis.
De acordo com o violonista, durante dois anos a folia recebeu uma ajuda financeira do projeto aprovado pela Lei Alcyr Pires Vermelho, mas este ano não conta com o benefício, pois não apresentou proposta à lei. “Temos um gasto grande para comprar os uniformes, cordas de violão, pele para bateria. Tudo isso gera despesa”. Mas, mesmo sem receber, eles vão cumprir a agenda. “Outros grupos nem vão sair por causa da falta de recursos”, completou.
A “Estrela de Davi” vai se apresentar ainda em Miradouro, no dia 29 de janeiro. Os interessados em contratar os integrantes devem entrar em contato pelo telefone (32) 88744635 e falar com Wilson.
A FOLIA - A crença reproduz a viagem dos três reis magos (Baltazar, Gaspar e Belchior) a Belém para adorar o menino Jesus. A tradição é mantida por cânticos com versos que são preservados de geração em geração pela tradição oral.
A Folia de Reis é dividida em duas alas. O grupo de canto, formado por tocadores de sanfona, reco-reco, caixa, pandeiro, chocalho, violão e outros instrumentos, representam os reis magos. Eles levam o estandarte de madeira enfeitado com motivos religiosos. Vão liderados pelo mestre e contramestre, que são puxadores do canto, conhecido como toada. Outra figura de destaque é o bandeireiro ou alferes da bandeira.
Já os palhaços representam o lado mau da história. Há interpretações segundo as quais eles representam os soldados de Herodes, perseguidores do Menino-Deus. Alguns mestres sugerem que os palhaços são o próprio Satanás.
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