Fundarte está a procura de parceiros para conclusão da obra
Por Magno Lopez
O prosseguimento das obras do Coreto da Praça João Pinheiro depende da captação de empresas que direcionem o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Inter-municipal e de Comunicação (ICMS) para o término da construção do novo espaço. Esta ação foi permitida após a aprovação do projeto enviado para a Lei de Incentivo à Cultura do Estado, que propunha a captação por meio do imposto de aproximadamente R$ 220 mil para finalizar o projeto.
De acordo com a coordenadora de Patrimônio e Turismo, Márcia Canêdo Bizzo, duas empresas demonstraram interesse em apoiar a ideia. "Assim, o empresário que queira a isenção do ICMS, não pagará o tributo para o Governo, mas sim, investirá neste espaço cultural. Além disso, a empresa poderá fazer um marketing perene com a afixação de uma placa de bronze com o nome da organização, como já aconteceu em outras obras da Fundarte", explicou.
O projeto que abriu esta possibilidade foi proposto pela Associação dos Amigos da Cultura (AMIC).
O EMBARGO - O Ministério Público chegou a requerer o embargo da edificação, pois a construção ficou fora de escala e promoveu uma desarmonia na arquitetura do local que é tombado como Patrimônio Histórico Cultural.
Segundo Márcia Bizzo, a solução encontrada foi a reformulação da cúpula, que fará a cobertura da estrutura já pronta. "Faremos o resgate da escala original da estrutura que existia em 1910, com a cobertura de vidro laminado. Assim, o Coreto não concorrerá com o casario da praça, mas sim harmonizará todo o ambiente", concluiu.
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