A Notícia

Terça
07 de fevereiro de 2012

4ª Mostra Criativa de Dança

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Alunos usaram a imaginação na escolha de músicas e montagem das coreografias

Por Magno Lopez

Odaliscas, rappers e bailarinas dos mais variados tipos e estilos. As galerias do Teatro Zaccaria Marques, se transformaram em camarins para mais de 30 alunos da Escola Municipal Dança Jorge Barroca, que participaram da 4ª Mostra Criativa De Dança, realizada na quinta-feira (17).

As crianças coreo-grafaram músicas de artistas como Beyoncé, Justin Biber, Cláudia Leite, bem como de clássicas trilhas sonoras, como a de Quebra Nozes. Em cada uma das 24 performances, os alunos eram julgados pelos jurados, que avaliaram e escolheram os melhores nas categorias: Solo, Jazz, Livre e Ballet. Foram também escolhidas a melhor coreografia de Jazz e Ballet, bem como o melhor grupo.

De acordo com a professora da Escola Jorge Barroca, Janaína Frade, todas as músicas e coreografias assistidas pelo público foram escolhidas e ensaiadas por cada aluno, em casa ou mesmo na sede da escola.  “Fiquei surpresa com o trabalho mostrado por nossas crianças. Eles fizeram bonito e aplicaram corretamente as técnicas ensinadas”.

Uma das grandes campeãs da noite foi Carla Augusta de Freitas, que ganhou 4 medalhas. “Fiquei muito feliz com o resultado. Desde pequeninha, sempre gostei de dançar. Sei como a dança é muito importante para a minha vida”. Ela, junto com as amigas Andreza Augusto de Oliveira e Isabella do Valle Lucas, levantou o público ao dançarem a música Single Ladies, conhecida pela sincronia e pelos passos bem marcados. “Ensaiamos duas semanas para assimilarmos a coreografia”, completou.

Sônia Augusta de Fátima é mãe de Carla, e, ficou o tempo inteiro na torcida pela filha. A cada medalha recebida, uma comemoração diferente. “Minha filha pratica a dança há cinco anos, e, desde então posso perceber o desenvolvimento que isto trouxe para ela. Hoje foi um dia muito importante, pois, pude ver de perto o sucesso e o resultado do trabalho dela”.

Para Janaína, o ato de dançar vai além da execução sistemática de passos. É um instrumento de comunicação perfeito. “No momento da coreografia os alunos conseguem expressar aquilo que estão sentindo”.

Para a superintendente da Fundação de Cultura e Artes (Fundarte), Gilca Napier, a mostra incentiva a formação completa dos alunos, já que, os estudantes trabalham a produção, coreografia, figurino e maquiagem. “Gostei muito do que pude ver nesta noite. Por isso, não foi nada fácil julgar as apresentações e fazer as pontuações. Estão todos de parabéns”.

Gilca ressaltou ainda a participação da família neste processo de aprendizado. “É um trabalho em que os pais e outros familiares precisam estar juntos. As crianças não vêm aqui só dançar, elas precisam estar bem vestidas, penteadas, enfim, creio que os pais devem sempre participar das ações desempenhadas pelos filhos”.

A plateia pôde assistir ainda às apresentações especiais, do aluno da escola de dança, Walleysson dos Santos Malaquias de Oliveira; da Cia de dança e Hip Hop Inscena, do coreografo Luiz Malafaia; e do Centro de Dança Valéria Bruno, com o coreografo Edson Perroti e a aluna Carol Rabelo, dançando o Zouk Lovers.

 

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