A Notícia

Terça
07 de fevereiro de 2012

Muriaeense lança livro

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Leandro Mazzini lança “Corra que a Política Vem Aí” na Bienal em SP

O muriaeense Leandro Mazzini, 33 anos, lançará na Bienal do Livro de São Paulo, no dia 21 de agosto, o livro “Corra que a Política Vem Aí”.
O livro de Crônicas de 69 páginas tem a capa e charges de Aliedo, um dos mais consagrados chargistas do país, destaques nas páginas do Jornal do Brasil e outros diários, nas décadas de 80 e 90. O prefácio é de Carlos Heitor Cony, imortal da Academia Brasileira de Letras, e a apresentação é de Murilo Melo Filho, também imortal da ABL.       
Leandro Mazzini é jornalista, escritor, colunista do Informe JB, do Jornal do Brasil, e de uma coluna semanal no site www.investimentose noticias.com.br;  apresentador da Rede Vida, onde comanda o programa semanal “Tribuna Independente”, em que se debate política direto de Brasília, onde mora.
Além do “Corra que a Política Vem Aí”, já lançou “O Espelho da Vida” (1999), e “O Sorriso do Arlequim” (2003).

A Notícia: Como surgiu a ideia de “Corra que a Política Vem Aí”?
Mazzini: São croniquetas espirituosas, algumas sarcásticas, ou pensatas políticas que venho colecionando há alguns anos, em trabalho paralelo ao de colunista de política do Jornal do Brasil. A princípio, apenas guardava na área de trabalho, mas este ano resolvi juntá-las e enviar ao meu editor no Rio, Artur Rodrigues, que publicou há 11 anos meu primeiro livro. Ele aceitou publicar, e em duas semanas, organizamos tudo.

A Notícia: O livro traz partes polêmicas?
Mazzini: Não acredito que haja polêmica. A implicância com olhar crítico de jornalista é necessária, faz parte do jogo, da observação cotidiana, da cobrança como cidadão e não apenas como repórter. Creio que muitos vão se identificar com o espírito de cidadania do livro. Ao ler os textos, vão compreender que ali há muito do que queremos gritar, dizer todos os dias, e não encontramos chances. Faço do livro essa voz presa de muitos. Tive o cuidado de não “fulanizar”, não direcionar. Há a boa e a má política. E seus personagens diários.

A Notícia: Quanto a receber o apoio de ilustres da ABL, isso o deixou lisonjeado?
Mazzini: Isso é uma grande homenagem, um grande apoio de dois mestres do jornalismo político brasileiro, hoje famosos escritores. Carlos Heitor Cony é meu mestre e amigo há 11 anos. Murilo Melo Filho, outro imortal, acompanha, assim como Cony, meu trabalho diário no jornal e na TV. Em dois telefonemas recebi o apoio deles. E estive com ambos na ABL há um mês. Conversamos muito. É uma honra. Cony fez o prefácio, e Murilo, o final do livro.

A Notícia: Como está sendo esta nova fase, a de escritor, e o que espera além do reconhecimento público?
Mazzini: O reconhecimento é algo que conquistamos a cada dia, seja ele grande ou pequeno, seja público, em família, ou entre amigos. Palavras de apoio e críticas sempre aparecem. E são essenciais. Isso é o importante. Creio que a fase escritor abriu as portas há uma década, quando comecei a fase jornalística, e hoje elas se completam.

A Notícia: Está nervoso, pelo fato do ambiente de lançamento ser a Bienal?
Mazzini: Não. É só um evento importante, mas não tenho pretensões grandiosas com isso. Fico mais tenso é com a família, a cobrança em casa é maior. E isso inclui pais, irmãos, sobrinho, tios, primos e, claro, amigos.

 

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