Há dias, uma reportagem sobre uma aldeia indÃgena, no Amazonas, mostrou que estava certa a teoria do grande educador Paulo Freire, no tocante ao que deve ser ensinado e à maneira de fazê-lo, numa comunidade diferenciada.
Estudos aprofundados determinam que a aprendizagem escolar naquela aldeia, passou a ser um sucesso depois que a lÃngua adotada para o ensino, passou a ser a narrativa, e que a realidade tribal ocupava lugar de destaque em todos os ensinamentos.
Somente depois de perfeitamente alfabetizados em sua lÃngua nativa, é que os Ãndios passariam a receber ensinamentos da lÃngua portuguesa, e foi assim que muitos já se formaram, preservando as raÃzes de uma cultura ameaçada pela ignorância pedagógica do homem branco.
Paulo Freire já nos advertia deste perigo, no Movimento Diocesano de Alfabetização, patrocinado pela arquidiocese de Belo Horizonte e, ao que consta, foi esta a causa do relativo insucesso do MOBRAL, criado para resolver o problema de alfabetização de adultos.
Interessante é que, entre os Ãndios focalizados na reportagem, a valorização das pessoas idosas da tribo era acentuada, e os mais velhos, eram sempre consultados, a fim de diminuir as dúvidas surgidas durante a aprendizagem.
Assim também acontece no Japão, que em pouco tempo, saindo da 2ª grande Guerra Mundial, tornou-se uma potência mundial.
Segundo Dr. José Braz Ventura, em nenhum outro paÃs do mundo o idoso é tão respeitado quanto no Japão, e muitos atribuem a isto, a razão do sucesso da educação nipônica.
Enquanto isso, no Brasil...


