A Notícia

Sábado
19 de maio de 2012

Segunda parte da faxina

E-mail Imprimir PDF

Há um ano, quando a presidenta Dilma Roussef assumiu a Presidência da República, após ganhar legitimamente pelo voto popular a eleição, já se falava muito numa herança maldita deixada pelo ex-presidente Lula, por causa da sua leniência com os sucessivos desvios de conduta de colaboradores e integrantes do seu governo.

A tal herança ficou evidente já na formação do novo ministério, sendo vários deles indicados pelo ex-presidente, os quais acabaram acusados de envolvimentos em irregularidades na liberação de verbas bilionárias para ONGs, sem a devida prestação de contas, contratos irregulares com empreiteiras e outras falcatruas mais, o que acabou por fazer com que a presidenta demitisse seis deles, ação denominada pela mídia de “faxina ética”.

Um dos fatores determinantes para esse tipo de ocorrência é o loteamento de cargos feito para abrigar interesses partidários da base aliada do governo, que nem sempre atendem aos requisitos da competência, da meritocracia e, principalmente, da reputação ilibada do indicado para exercer a função de cargos públicos, como manda a Constituição.

Após ver o seu governo eivado de escândalos por desvios e desmandos nos ministérios, a presidenta, visando uma maior transparência e demonstrando que não pretende compactuar com desvios de conduta no seu governo, determinou, na primeira reunião ministerial, o monitoramento on-line em todos os programas do governo, se possível em tempo real, para que ela possa acompanhar de perto as ações governamentais em todas as áreas.

Caso não entre nenhum vírus nos programas, como forma de burlar a determinação da presidenta, pode ser que ela esteja no caminho certo. É esperar para ver.