Esta semana um dos dirigentes do Movimento dos Sem Terra (MST) declarou que o movimento anda enfraquecido e não está conseguindo arregimentar os sem-terra em função da oferta de empregos no país e também por causa dos programas sociais do governo.
Não se quer discutir aqui a legitimidade do movimento. O problema maior é que esse movimento, a pretexto de uma reforma agrária, às vezes extrapola nas suas ações para pressionar o governo, e acaba cometendo abusos, violências no campo e até invasões ilegais de propriedades produtivas, o que eles chamam de ocupação.
Ao admitir o esvaziamento do movimento em função dos programas sociais do governo, o dirigente não está se dando conta de que, com mais oferta de emprego e até mesmo com a ajuda o Programa Bolsa Família, por exemplo, o governo está proporcionando uma nova opção de vida para esses brasileiros, com possibilidade de se evitar a violência e os atos ilegais que nos últimos anos têm sido a tônica do MST.
Com o incremento do programa Brasil Sem Miséria, o governo promete, além de incluir mais 320 mil pessoas no Bolsa Família, o que é de suma importância, abrir também 300 mil vagas para cursos profissionalizantes para várias carreiras, como pintor, eletricista, jardinagem, inclusive com a inclusão rural de 250 mil novas famílias de agricultores familiares, que receberão assistência técnica, sementes e fomento para melhorar a produção.
Portanto, se o governo cumprir de fato o que anda prometendo, estará no caminho certo, e o dirigente do MST não há do que reclamar, a não ser pelo prejuízo dos seus interesses escusos. Afinal, de nada adianta o governo fazer assentamentos se os próprios assentados que não têm nenhuma estrutura, como vem ocorrendo há vários anos, e não sabem o que fazer com a terra recebida.


