A grande tragédia de Angra dos Reis trouxe à tona o descaso de nossas autoridades pelas questões ambientais, especialmente as relativas à ocupação do solo urbano.
O mais incrÃvel é que os deslizamentos de solo já ocorridos naquela região, em tempos passados, já faziam prever uma catástrofe como a que aconteceu, fazendo dezenas de vÃtimas e cobrindo de luto toda a nação brasileira.
Jovens tiveram suas vidas ceifadas em questão de segundos, sem ter a mÃnima condição de defesa e num sacrifÃcio inútil, pois asseguramos que a lição não foi aprendida por quem deveria zelar pela segurança de nossa gente, disciplinando as construções em nossas cidades, conforme as técnicas modernas de ocupação de solo.
Aquele ‘jeitinho brasileiro’ sempre presente em situações crÃticas pode ter facilitado a ocorrência do desastre, e com isso, mais tragédias ocorrerão, não só em Angra, como em muitas outras cidades, se medidas duras não forem tomadas por aqueles que têm o dever moral de zelar pela segurança da população.
Aqui mesmo em Muriaé, temos tido episódios lamentáveis neste setor, mas as áreas de risco ainda persistem em que uma solução definitiva seja tomada.
Até quando iremos convier com represas que arrebentam, com terrenos que deslizam, com muros que caem, com ruas que desaparecem, se a solução existe e está à disposição de nossas autoridades?
Como se diz em bom ‘mineirês’, depois não adianta chorar o leite derramado!


