Incêndio no Instituto Butantã, em São Paulo, destrói mais de cem anos de pesquisas e mata milhares de espécies de repteis peçonhentos, como cobras de todos os tipos, além de aranhas e escorpiões que ali existiam e eram conservados para a produção de soros e vacinas.
A perda é altamente lamentável e, se não houver outra explicação, o incêndio foi causado por um curto-circuito. A perda é irreparável pois, como se sabe, ali também era conservados animais mortos, destinados à pesquisa sobre a evolução das espécies e de sua adaptação às mudanças ambientais, ocorridas nos últimos em anos. Como em nosso país, ainda é muito pouco o tempo e o investimento destinados às pesquisas nas universidades, entidades como o Instituto Butantã em São Paulo e a Fundação Oswaldo Cruz, no Rio, são fundamentais para o desenvolvimento da Ciência. Vamos ver como o Brasil se recuperará da imensa perda provocada por um curto circuito que destruiu um patrimônio científico único, no mundo.
Só nos resta, em princípio, lamentar o ocorrido e esperar que lições sejam tiradas do acontecimento, para que, em futuro não muito próximo, não volte a se repetir.


