Projeto combate o uso de drogas e a ação de bullying nas instituições
Texto: Magno Lopes/Colaboração Gabriela Marquito
As audiências na Vara de Execuções Criminais, da Infância e Juventude, sob a responsabilidade do juiz, Dr. Luís Fernando Nigro Corrêa, deram o alerta: a maioria dos atos infra-cionais julgados possuíam relação com as drogas. Para promover a prevenção e combater este problema, os juízes, promotores, defensores, comissariado da comarca e demais servidores do judiciário, começaram uma mobilização contra drogas e bullying nas escolas de Muriaé.
A intenção dos profissionais é propagar entre os alunos do 5º ao 9º ano os efeitos que as drogas causam no organismo. Segundo Dr. Luís Fernando Nigro Corrêa, diversos casos de bullying são também retratados pelos pais das crianças. “Neste caso, orientamos aos estudantes sobre as consequencias para as vítimas e também para aqueles que praticam este ato”.
O juiz da Vara de Execuções Criminais, da Infância e Juventude foi pessoalmente à Escola Municipal Novo Horizonte, localizada no distrito de Pirapanema, na quarta-feira (18). “O resultado foi muito positivo, pois podemos perceber a preocupação das crianças com as temáticas abordadas”.
A juíza do Juizado Civil e Criminal de Muriaé, Drª Fernanda Vicente, ministrou ontem (19), durante toda a manhã, palestras para os alunos da Escola Estadual Doutor Silveira Brum. Cada encontro com as turmas do 5º ano duravam cerca de uma hora. Na conversa eram repassados que as crianças não podem aceitar drogas oferecidas por ninguém. Imagens das condições de crianças viciadas foram exibidas, deixando os participantes em momento de reflexão. O respeito às diferenças foi o principal ponto abordado quando o assunto foi o bullying. “Os estudantes participaram bastante, a interação foi bem positiva”.
Para a professora do 5º ano, Ângela Maria Berto de Souza, esta iniciativa vai gerar resultados em curto prazo, mas principalmente no futuro das crianças, que poderão crescer mais conscientes por meio das informações que receberam. “São assuntos abordados diariamente pela mídia e que precisam ser debatidos”.
Na primeira semana, mais de 20 escolas receberam a visita dos profissionais. As outras instituições municipais e estaduais de ensino irão receber as palestras nas próximas semanas. A intenção é ampliar o trabalho, levando as informações também para os pais dos alunos. “Quero agradecer a todos os envolvidos neste projeto, que aceitaram este desafio e que estão empenhados em mudar a realidade da infância e juventude em Muriaé”, finalizou o Dr. Luís Fernando Nigro Corrêa.
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