“Falta vontade política dos governantes”, diz professor do IF Sudeste
Por Magno Lopes
Falta vontade política dos governantes, independentes da esfera, em fazer valer a lei no que diz respeito ao investimento na Educação, bem como a criação de planos de carreiras que mantenham na ativa os bons profissionais. É assim que o professor de Filosofia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste), campus Muriaé, Fábio Aparecido Martins Bezerra, observa mais uma greve no setor da Educação no país.
Para o educador, o Brasil padece de um descaso contínuo com a Educação há décadas. “O governo cria os institutos para fornecer mão de obra qualificada, mas investir neste setor não é somente levantar um prédio e colocar telhado. É preciso investir em recursos humanos”. Segundo ele, o movimento de greve tem conhecimento de lugares onde faltam livros didáticos e também espaços de laboratório.
Fabio Bezerra é professor há 13 anos, em grande parte destes foi servidor do Estado. Nesse período presenciou e ajudou em várias campanhas salariais e de solicitação de melhorias para o ensino público, por onde passa a maior parte dos brasileiros.
De acordo com a diretora-geral do IF Sudeste Muriaé, Elisete Reis, 41% dos técnicos administrativos e 66% dos professores estão parados. “A greve é um direito dos servidores e eles têm a feito de maneira pacífica”. Foram mantidas as atividades essenciais como: os serviços de biblioteca, protocolo, licitação, financeiro e secretaria. “Podemos afirmar que ninguém vai ter prejuízo acadêmico, por que as aulas serão repostas”, completou.
Segundo Elisete, alguns cursos tiveram os horários remanejados para que os alunos não ficassem com poucas aulas distribuídas ao longo da semana, concentrando-as em dias específicos. “Outros cursos estão funcionando normalmente”.
O IF Sudeste Muriaé foi o primeiro instituto na Zona da Mata a aderir ao movimento de paralisação nacional. Ao todo, mais de 200 instituições estão paralisadas.
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