A Notícia

Terça
07 de fevereiro de 2012

Reivindicação dos professores

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Professores discutem proposta para novo piso salarial

O calendário escolar, mal começou a ser reposto após 47 dias de greve - entre o início de abril e final de maio passado - e os estudantes da rede estadual não só de Muriaé como em todo Estado, correm o risco de terem o ano letivo comprometido mais uma vez. O motivo, segundo o representante do Sindicato Único Trabalhadores em Educação (Sindute) de Muriaé, Sandro Carrizo, é que a classe está insatisfeita com a nova proposta feita pelo Governo do Estado.

Entre as propostas, que deverão entrar em vigor no ano que vem, está a que altera o piso de R$ 935 para R$ 1.320. Mas a polêmica, agora, gira em torno da possibilidade da jornada de trabalho passar de 24 para 30 horas semanais. O secretário-adjunto de Estado de Educação, João Filocre, que falou em nome do governo, disse que essa mudança será facultativa. "Está tudo registrado em ata e não acreditamos em uma nova paralisação das aulas. Estamos tranquilos, pois as mudanças só vão beneficiar os professores e eles sabem disso. Não é obrigatório o aumento de horas de trabalho. Quem trabalhar mais ganhará mais".

Mas, para Sandro Carrizo os profissionais em educação não pensam assim. “Com certeza nos próximos concursos serão para 30 horas e assim seremos obrigados a aceitar essa carga”. Dentre as contraposições apontadas, além da carga de trabalho, as principais reivindicações são: perda de benefícios, como “Pó de Giz”, falta de garantia de uma data base anual, proposta só para março de 2011 e não ainda nesse ano como desejam. “Nos SIND-UTE, olhamos com muita insegurança essa proposta porque, a princípio, ela parece ser atraente, pelo seu valor em questões financeiras, mas se você olhar nas entrelinhas, ela deixa uma margem muito grande”.

Outro personagem que não pode ser esquecido nessa situação são os alunos. Já nessa semana, por exemplo, algumas escolas tiveram que ter a aula cancelada na terça e quarta-feira por causa de alguns professores que faltaram para comparecer a mobilização estadual, em Belo Horizonte. A preocupação maior gira em torno da possibilidade de uma nova greve. “Nenhuma ação é descartada a princípio. Não vamos suspender a caça ao governador. Onde ele estiver, estaremos reivindicando. Caso a postura dele não seja modificada, consequentemente, e infelizmente, voltamos às paralisações”, contou Sandro.

Nesta terça-feira, o representante do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sindute) de Muriaé, encontrou com o governador Antônio Augusto Anastásia, na casa do prefeito José Braz, e entregou, em mãos, um documento fazendo as novas reivindicações.
Larissa de Assis

 

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