A Notícia

Quarta
08 de fevereiro de 2012

O louco e suas invenções

E-mail Imprimir PDF

É sabido que os loucos perderam tudo, menos o raciocínio lógico, dizem os especialistas no assunto.

Quantos deles estão aí, livres e soltos no meio de nós, como criaturas normais.

Um desses loucos mexia num vidro, cheio de comprimidos, todo eufórico, num hospício famoso.

Essa euforia chamou a atenção do diretor do hospício.

Mesmo com reservas, o diretor perguntou ao louco:

- Explique-me o que há dentro desse vidro!

- Uma invenção minha que vale ouro, disse o louco.

- Se vale ouro, vamos explorá-la, pensou o diretor.

- Diga-me para que serve sua invenção.

- Ela serve para tudo, pois são pílulas de sabedoria.

- Diga-me como funcionam, insistiu o diretor.

O louco disse que era só tomar uma para abrir a mente e passar a entender tudo.

- Se é assim, quero experimentar uma, falou o diretor.

Tirando uma do vidro, o louco entregou-a ao diretor que colocou na boca.

Enquanto esperava, o louco parecia feliz.

Três minutos após, o diretor cospe tudo no chão.

O louco pergunta, então, o que tinha acontecido.

Com cara de nojo, o diretor respondeu:

- Aquele comprimido é merda pura, seu maluco.

- Mas isto é incrível! exclamou o louco.

- Por acaso não é verdade? pergunta o diretor.

- Realmente, o senhor tem razão, disse o louco.

- Acontece que a pílula fez efeito, gritou o maluco. Meio confuso, o diretor ainda pergunta:
- O que leva você a pensar assim?

Sem titubear, o louco responde:

- Tendo adivinhado de que era feito, o senhor mostrou grande sabedoria.

- Realmente, mas isto é óbvio, é elementar.

- A pílula teria falhado se o senhor não descobrisse nada.

Restou ao diretor, diante de tal explicação, deixar a pílula de lado e ir correndo lavar a boca, que tinha um forte cheiro de cocô de um inventor maluco.