Quem faltava me municiar com uma história, aqui no A Notícia, era Solange Ferreira responsável pelo marketing do jornal, mas ela me contou o seguinte caso:
Um sitiante criava galinhas e tudo ia bem, até surgir, no terreiro, um papagaio tarado que passou a dar em cima das penosas, não dando a mínima chance ao galo.
Era tão atrevido o papagaio que, quando as galinhas botavam ovos, invariavelmente eles eram verdes.
Sem saber como agir, o dono da criação começou a chamar a atenção do papagaio, sem qualquer resultado.
O papagaio não perdia tempo, acabando por expulsar o galo do terreiro.
Um ultimato foi, então, dado ao “louro” pelo dono:
- Fique na sua seu peste, que se eu pegar você dando em cima das galinhas, eu vou torcer seu pescoço.
A bromca, em tom de ameaça, de nada valeu, pois no dia seguinte, lá estava o papagaio azucrinando a vida das penosas.
Num instante de ira, o dono pegou o papagaio, torceu o seu pescoço e o jogou longe do galinheiro, supostamente morto.
Depois, com mais calma, sentiu remorso e, vendo a tristeza das galinhas, foi até onde jogara o “louro” e o encontrou estático, imóvel, de barriga para cima.
Em cima dele, bem ao alto, vários urubus reparavam o bico para mais uma refeição.
Sentindo pena do mesmo, o dono se aproximou e perguntou se ele ainda estava vivo.
Uma surpresa estava reservada ao dono, pois o papagaio falou, pedindo silêncio.
Aproximou-se o dono do bichinho, mas ele protestou:
- Retire-se de perto de mim e não me amole!
O homem ficou assustado, pois só queria salvar a vida do “louro”.
Um instante depois, o papagaio voltou a se fingir de morto e o dono quis chegar mais perto.
- Pelo amor de Deus, homem, e completou:
- Afaste-se de mim, porque estou paquerando aquelas moreninhas que estão voando lá em cima.


