Aquele ‘filósofo popular’ costumava dizer o quanto a natureza era sábia! Segundo ele, ao chegar à velhice, o ser humano passa a enxergar menos para não ver as rugas do próprio rosto; a escutar mal para não ouvir o que os outros dizem dele, e assim por diante, em relação aos sentidos.
Tal fato fez-me recordar o acontecido num domingo, em que o casal de velhinhos foi assistir à missa, e enquanto o padre fazia sua pregação, a idosa senhora virou-se para o esposo e comentou baixinho, ao pé do ouvido:
- Tampa o nariz que acabei de soltar um ‘pum’ silencioso! E você sabe que quanto mais silencioso, mais fedorento ele é.
O marido parecia desconsertado, especialmente porque o padre parou a pregação e toda igreja parecia olhar em direção ao casal.
- O que é que eu faço agora? – Perguntou a mulher.
O esposo respirou fundo, aproximou-se do ouvido da mulher e disse:
- Agora, agora você não vai fazer nada! Mas quando chegar em casa, pelo amor de Deus, coloque bateria nova em seu aparelho auditivo...
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