Por Marcos Loures
Estava a querida Juliana, antes de ser a chefe deste jornal, vendendo salgados em Salvador, na Bahia.
Um esfomeado cliente chegou e perguntou:
- Garota, estou a fim de comer aquele quibe aí da prateleira. Será que você pode me vender um?
- Não posso, porque, infelizmente, quele quibe é de ontem, e não deve estar nada bom.
O cliente insistiu:
- E aquele coxinha de galinha, será que você me venderia uma?
- Também não, disse Juliana, pois aquela coxinha é de ontem e já deve estar passada.
Depois de pedir mais uns dois ou três quitutes, o cliente perdeu a calma e perguntou:
- Mas o que é que eu devo fazer para comer uma comidinha de hoje neste botequim?
Sem perder a classe, Juliana respondeu:
- O senhor vem amanhã que, seguramente, irá encontrar.


