Por Marcos Loures
Um conhecido nosso, pescador fervoroso, começou a pescar em um estranho lugar, onde não havia rio, mas pequenos lagos sem nenhum atrativo.
Na verdade, o único atrativo era uma graciosa afrodescendente de seus 15 anos de idade, que adorava ver o amigo pescar até altas horas da noite. O tempo passou e não foi surpresa que, meses após, encontramos o pescador com um garotinho no colo, ao lado da menina, todos sorridentes.
Perguntei de quem era aquele menino e o pescador ficou meio desconfiado.
- Dizem que o filho é meu e eu não quero negar ninguém, mas tem uma coisa que me deixa curioso.
Perguntei o que era e ele confessou:
- No princípio, a coisa era boa. Lá pelas nove da noite eu entrava para dentro do barraco dela e o amor corria solto. Depois fui enjoando e acabou, sem qualquer explicação. Aí é que está a minha desconfiança, pois dizem que quando a gente não sente nada não é capaz de gerar filhos.
Aí eu perguntei:
- E você sentia alguma coisa por ela?
O rapaz respondeu na mesma hora:
- É claro que eu era louquinho por ela, mas ela é que nunca sentiu nada por mim. Assim, duvido que o filho seja meu.


