A Notícia

Terça
22 de maio de 2012

Medo nas alturas

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Por Marcos Loures

Antes de Muriaé sofrer o grande desenvolvimento que hoje vemos, já se previa um período luminoso para nossa cidade, apesar de pequena.

Para se ter uma ideia, eram inúmeros os aviões que aqui tinham os seus donos, além de helicópteros nas mãos de empresários.

Justiça seja feita, o grande incentivador da modernidade foi o futebol, com o Deco e sua turma indo ao Rio de Janeiro todos os domingos ver o Flamengo de Zico e companhia.

O piloto de confiança era Pedro Camulaia, dono de um táxi e de parte de uma aeronave, que gostava de pilotar.

Contou-me o Pedro que certa vez foi encarregado de levar uma turma ao Rio de Janeiro e quando estava no meio da viagem, sentiu que um fazendeiro famoso estava morrendo de medo.

Diminuindo a velocidade do avião, Pedro perguntou ao fazendeiro:

- O senhor está sentindo falta de ar?

Na mesma hora o passageiro respondeu:

- Não, não! Eu estou sentindo é falta de terra mesmo.

Mais não disse nem precisava dizer, pois aquelas viagens dos pioneiros da aviação muriaense eram, de fato, de tirar o fôlego.