Quem me perdoe o Sr. Edmundo, homem digno que nos deixou há tempos, cujo único defeito era o, de vez em quando, ‘encher a cara’, perdendo o rumo, mas não perdendo a linha...
Muito conhecido no bairro onde morava, tinha ele uma esposa maravilhosa e filhos admiráveis, mas, de quando em vez, não resistia aos apelos da ‘marvada’, e não media esforços para cumprir sua sina de viciado incorrigÃvel!
Consta que, certa vez, ultrapassando todos os limites, acabou dormindo abraçado a um poste de iluminação pública e, quando acordou, ainda tocado pela bebida, quis ir para casa, mas, por mais que se esforçasse não se lembrava onde era.
Já estava quase desesperado quando o dia foi amanhecendo, e os amigos se dirigindo para o trabalho, e ele ali, ‘empacado’ junto ao poste.
Ao passar um conhecido, ele não perdeu tempo, e o chamou pelo nome:
- Manezinho, vem cá, por favor!
Manezinho conhecia bem o nosso amigo, sabia que ele era ‘gente boa’, e não teve medo. Aproximou-se e perguntou o que ele queria.
‘Seu’ Edmundo se saiu com essa:
- Por acaso, você sabe onde mora o Edmundo Pereira da Silva?
Manezinho olhou assustado e respondeu:
- Mas Edmundo Pereira da Silva é o senhor!
A réplica de Edmundo foi imediata:
- Que eu sou o Edmundo, isso eu sei! O que eu quero saber é onde ele mora!
Coisas do interior...


