Por Marcos Loures
Contou-me o Eron, do Itaú, que já morou em Maceió e conhece bem a cidade de Rio Largo que, naquela época, era bem comum a pessoa morar em Rio Largo e trabalhar em Maceió, ou vice-versa.
O trecho de cerca de 40 quilômetros era feito em uma hora e por ele passava, todo dia, um mineirinho, dono de um sítio em Rio Largo, que dirigia um velho Fusca.
Mais perto de Maceió havia um posto da Polícia Rodoviária e todos os dias o mineirinho ali parava e distribuía entre os guardas algumas frutas que colhia no sítio.
Os guardas agradeciam e o mineirinho ia embora, na direção do velho Fusca.
Todos os dias era a mesma coisa, até que, certo dia, o mineirinho passou e não parou no posto.
Espantados, os guardas viram a cena se repetir nos dias seguintes e ficaram curiosos.
Querendo saber da razão daquela mudança, o chefe do posto, no dia seguinte, parou o carro do mineirinho e falou:
- Um minuto, mineirinho! Explique por que você não tem parado mais, como fazia todos os dias, quando passava pelo posto.
- Realmente, eu parava porque precisava, disse o mineirinho.
O chefe do posto nada entendeu e pediu mais explicações.
- Bem, falou o mineirinho, eu parava e distribuía frutas entre os guardas porque não tinha carteira de motorista. E concluiu:
- Mas agora eu tenho, né?
Coisas do interior...


