Por Marcos Loures
Vamos contar hoje a história de um valentão, dono do pedaço, numa cidade do interior.
O moço, com um 38 na mão, entrou no barzinho, pediu uma dose e, segurando o copo, gritou bem alto:
- Um minuto de atenção! E continuou: Se eu começar a beber ninguém mais bebe, porque eu não gosto de beber acompanhado!
E antes de ouvir algum protesto, aponta o 38 para o teto e dá dois tiros na lâmpada central.
Naquele instante entra no bar uma baixinho que se senta numa cadeira e coloca um copo cheio sobre a mesa.
Tomado de raiva, o valentão aproxima-se do baixinho, coloca o 38 junto à cabeça do mesmo e pergunta se ele é surdo.
Isto feito arranca o copo da mão do baixinho e bebe todo o conteúdo do copo, de um só gole.
Reagindo àquela agressão, o baixinho começa a chorar e a falar em voz alta:
- Sou mesmo um cara azarado! Um de meus filhos é gay. A minha filha mais velha é “sapatão”. Fugiram com a minha mulher. A minha casa pegou fogo e perdi tudo. Levei uma trombada que acabou com meu carro novo. Tentei, então, me suicidar colocando veneno de rato num copo d’água e me aparece um maluco que, além de me ameaçar, bebeu todo o veneno, não deixando nada para mim.
Ao falar assim e olhar para trás, viu o valentão se estrebuchando no chão do bar, com o revólver caído junto ao corpo...


