Adultos e crianças de todo o país têm verdadeiro pavor de entidades fantasmagóricas como a ‘Mula sem Cabeça’, a ‘Assombração’, o ‘Saci Pererê’, a ‘Loura de Branco’, o ‘Caboclinho D’água’, o ‘Boto cor de rosa’, só para citar alguns muitos comuns em nossa região.
A bela Priscila, responsável pela formação desta página, contou-me que lá em Leopoldina, cidade onde mora, muita gente jura já ter tido contato com a ‘cobra mamadeira’ e, aqui mesmo em Muriaé, a Julinha acredita ter sido vítima desse esperto réptil, quando ainda era um bebezinho de colo.
Segundo Julinha, em determinado período de sua vida, quando tinha ela cerca de um ano de idade, apesar de ser alimentada pelo leite materno, começou ela a emagrecer, misteriosamente.
Diante do quadro, os pais levaram Julinha ao pediatra que, examinando a menina, não encontrou nada de anormal, nenhuma doença.
Dias após, ao entrar no quarto onde a mãe de Julinha amamentava a filha, o pai da menina viu que ao invés de sugar o leite do peito da mãe, a menina tinha o rabinho de uma cobra na boca; enquanto a mãe, dormindo, alimentava a cobra, sem saber o que estava acontecendo.
Com a presença do pai, a cobra levou um susto e correu para o quintal, nunca mais sendo vista.
Depois daquele flagrante, Julinha passou a se alimentar regularmente, voltou a engordar e o mistério foi desfeito.
Como se diz lá em Leopoldina, da competente Priscila, ou em Muriaé, da inocente Julinha, se bobearem, a ‘cobra mamadeira ataca, roubando o leite da mãe e deixando o bebezinho com fome e mal nutrido.
Foi o que aconteceu com Julinha. Coisas do interior...


