Contou-me o Eron, do Itaú, que já morou em Maceió e conhece bem a cidade de Rio Largo que, naquela época, era bem comum a pessoa morar em Rio Largo e trabalhar em Maceió, ou vice-versa.
O trecho de cerca de 40 quilômetros era feito em uma hora e por ele passava, todo dia, um mineirinho, dono de um sítio em Rio Largo, que dirigia um velho Fusca.
Mais perto de Maceió havia um posto da Polícia Rodoviária e, todos os dias o mineirinho ali parava e distribuía entre os guardas, algumas frutas que colhia no sítio.
Os guardas agradeciam e o mineirinho ia embora, na direção do velho Fusca.
Todos os dias era a mesma coisa, até que, certo dia, o mineirinho passou e não parou no posto.
Espantados, os guardas viram a cena se repetir nos dias seguintes e ficaram curiosos.
Querendo saber da razão daquela mudança, o chefe do posto, no dia seguinte, parou o carro do mineirinho e falou:
- Um minuto, mineirinho!
“Explique por que você não tem parado mais, como fazia todos os dias, quando passava pelo posto.”
- Realmente, eu parava porque precisava, disse o mineirinho.
O chefe do posto nada entendeu e pediu mais explicações.
- Bem, falou o mineirinho, eu parava e distribuía frutas entre os guardas porque não tinha carteira de motorista. E concluiu:
- Mas agora eu tenho, né?
Coisas do interior...


