Gostaria de contar aqui a experiência vivida pela amiga Gabi, bela e simpática funcionária deste jornal.
Uma vez ela e amigos iam ao Rio de Janeiro, quando o carro foi parado numa blitz, de aparentes policiais.
Ao parar o carro, um dos guardas falou:
- Recorremos a vocês porque sequestraram o governador e os bandidos querem alto resgate para libertá-lo.
- De quanto é o resgate pedido?, perguntou Gabi.
- Em torno de um milhão, disse o guarda, e completou:
- Sendo assim, só nos resta pedir a ajuda de todos para libertá-lo.
- E que valores são dados, em média?, perguntou Gabi.
- Uma boa ajuda pode ser de cinco a seis litros de gasolina, falou o guarda.
Sem entender nada, tiraram a gasolina do tanque, colocaram num balde azul e entregaram tudo para o guarda.
O policial agradeceu e ainda pediu, antes de ir:
- Rezem para que tudo saia bem.
Recolhendo a gasolina na pick up, eles partiram.
Isto se deu na chegada do Rio, na Avenida Brasil.
Seguindo viagem, Gabi ligou o rádio do carro.
Os meios de comunicação só falavam do resgate.
Pararam então numa lanchonete para refrescar a cabeça.
As pessoas comiam despreocupadas e isto acalmou Gabi e seus acompanhantes.
Realmente, antes de voltar ao carro, viram pela TV da lanchonete que vários homens haviam sido presos como seqüestradores, exatamente aqueles da blitz.
A reportagem mostrou a gasolina com que iriam matar o governador...
Mais que depressa reconheceram o balde azul em que haviam depositado a gasolina, como “ajuda”, para dar fim ao seqüestro.
Isto fez com que Gabi comentasse:
- Mas que bandidos espertos, que quase nos enganaram e ainda ficaram com nosso balde azul.
Coisas da vida!


