O microprocessador, popularmente chamado de processador, é um circuito integrado que realiza as funções de cálculo e tomada de decisão de um computador. Ele é produzido a partir do silício e todos os equipamentos eletrônicos baseiam-se nele para executar suas funções há mais de 40 anos. Estes fabricantes de chips precisam de um novo material para conseguir velocidades maiores de processamento e os cientistas já o encontraram! Milhões de supercomputadores naturais existem dentro de organismos vivos, incluindo o seu corpo. Moléculas de DNA (ácido desoxirribonucléico), material de que são constituídos os nossos genes, têm a capacidade de executar cálculos muitas vezes mais rápidos do que o mais poderoso computador construído pelo homem até hoje. O DNA poderá um dia integrar-se a um chip de computador para criar o assim chamado biochip, que impulsionará computadores ainda mais rápidos. As moléculas de DNA já estão preparadas para executar problemas matemáticos complexos. Com esta pequena quantidade de DNA, um computador será capaz de armazenar 10 terabytes de dados e executar 10 trilhões de cálculos de uma vez. Adicionando-se mais DNA, mais cálculos poderão ser executados. Os primeiros computadores de DNA serão incapazes de apresentar processamento de texto, correio eletrônico e programas isolados. Em vez disso, seu grande poder computacional será usado por governos para decifrar códigos secretos ou por companhias aéreas que queiram mapear rotas mais eficientes. Estudar computadores de DNA também poderá nos conduzir a um melhor entendimento de um computador mais complexo: o cérebro humano.
Hoje em dia, fabricantes de microprocessadores estão em uma corrida desesperada para construir o próximo microprocessador que superará a velocidade máxima alcançada. Cedo ou tarde, no entanto, essa competição está fadada a chegar ao limite. Os microprocessadores feitos de silício finalmente alcançarão seus limites de velocidade de processamento e de miniaturização.
Embora ainda em seus primórdios, os computadores de DNA serão capazes de armazenar bilhões de dados a mais do que os computadores pessoais e serem bem menores do que já são hoje. Para se ter uma idéia, meio quilo de DNA possui a capacidade de armazenar mais informações do que todos os computadores jamais construídos, além do poder de cálculo de um computador do tamanho de uma lágrima. Mais de 10 trilhões de moléculas de DNA podem caber em uma área de até 1 centímetro cúbico.


