Por Nilson Fonseca
As coisas mudam – As quatro grandes (Fiat, VW, Ford e Chevrolet) ainda concentram nada menos que 70,9% do mercado automobilístico brasileiro... ainda. É que novas marcas avançam pouco a pouco. Até agosto passado, as grandes perderam juntas 3,28% de participação no mercado em relação ao mesmo período de 2010.
GM perdeu mais – A Chevrolet, da General Motors, foi a marca que mais perdeu: de 19,8% passou para 18,4% de participação, caindo 1,46%, quase a metade do que as quatro perderam em conjunto. Além de não acompanhar o crescimento de 7,5% do mercado, a GM não repetiu as vendas de 2010 em 2011 em números absolutos. Dos 412.383 veículos que vendeu de janeiro a agosto de 2010, caiu para 410.833 unidades em 2011, 1.550 carros a menos que o período anterior.
Ford também cedeu – Com seus 210.347 veículos vendidos até agosto desse ano frente aos 212.124 do ano passado, a Ford também apresentou perda importante. Foram 1.777 carros a menos, o que representa 0,8% de queda na participação no mercado nacional.
Venderam mais, perderam menos – Embora tenham vendido mais em números absolutos, Fiat e Volkswagen também perderam participação. A Fiat vendeu 19.806 veículos mais que em 2010. De 481.289 pulou para 501.095 unidades em 2011. Com isso, perdeu 0,74% no ranking. A VW, por sua vez, teve melhor desempenho: de 435.426 para 461.622 unidades, vendendo 26.196 carros a mais no período, o que lhe garantiu a menor perda: 0,30%.
Pra onde foi? – Kia, Nissan, Renault e Citroen foram as mais beneficiadas. A Kia foi a que mais cresceu: de 32.733 para 53.760 carros, um crescimento em vendas de 64,2% e um aumento de participação no mercado interno de 0,83%.
Tendência irreversível – O avanço das pequenas e a retração das grandes vai continuar. Em nenhum mercado do mundo as quatro marcas mais vendidas têm 70,9% do bolo. Essa distorção é resultado da reserva de mercado que havia antes da abertura econômica.
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