A Notícia

Terça
07 de fevereiro de 2012

Triste constatação

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• Triste constatação. – Usando como fonte a base de dados de mortes por acidentes de transportes terrestres do Ministério da Saúde, estudo da Confederação Nacional dos Municípios mostra que as mudanças inseridas com o Código de Trânsito de 1998 não fizeram com que a mortalidade por acidentes de trânsito apresentasse uma redução importante.
• Na contramão do mundo. – Ao contrário dos países desenvolvidos, no Brasil, a fatalidade por acidentes cresceu de 2000 a 2007. De acordo com a base do SUS, houve um aumento de 30% nas mortes nesse período. Entre 1997 e 1999, as mortes em acidentes terrestres estavam caindo, mas voltaram a crescer a partir de 2000, atingindo um pico histórico em 2007, com 66.837 mortes segundo os seguros DPVAT.
• Dinheiro x vida. – Os dados indicam que a partir de 2008 começou a haver uma leve queda nos acidentes fatais, o que poderia indicar os efeitos positivos da Lei Seca. Mas, ao mesmo tempo, a exoneração de IPI para carros (que aumentou consideravelmente a frota de veículos nas ruas do país elevando o número de acidentes), veio no sentido contrário dessa política de segurança no trânsito.
• Guerra urbana. – Proporcionalmente à população, o trânsito brasileiro mata 2,5 vezes mais do que nos Estados Unidos e 3,7 vezes mais do que na União Européia. Em 2008, enquanto os EUA obtiveram uma taxa de 12,5 mortes a cada 100 mil habitantes, o Brasil obteve uma taxa de 30,1, sendo que a frota de veículos americana é o triplo da brasileira.
• Assim caminha a humanidade. – Me perdoem a morbidez, mas nosso trânsito elimina (na hora), em média, 35.000 vidas a cada ano e deixa outros 400 mil brasileiros feridos, mutilados ou mortos dias depois do acidente. A violência no trânsito aflora ao ponto de um motorista atirar no outro por conta de uma “fechada”. As rodovias, abandonadas por anos e anos, agora recebem reparos a toque de caixa por conta das eleições, comprometendo a segurança de todos, “ôtoridades” de trânsito corruptas e corrompidas continuam “exercendo suas funções” livre e impunemente e, desse jeito, a gente chega aos dias 25 e 27 de julho (dias do motorista e do motociclista, respectivamente).
• Apesar de tudo, vamos comemorar. - Valores como respeito, gentileza, cooperação, tolerância e solidariedade, devem ser considerados em todas as relações entre as pessoas e (porque não?) também no trânsito.  Até a próxima. Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.