Documento será formulado em setembro em um seminário
Por Magno Lopez
As dúvidas, do que pode ou não, ser feito, durante as reformas em edificações inventariadas ou tombadas como patrimônio histórico, deverão começar a ser resolvidas em setembro, quando o Conselho e a Coordenadoria de Patrimônio Cultural promoverão um seminário para a formulação da Carta de Restauro de Muriaé. O encontro contará ainda, com a participação de pessoas da sociedade civil.
O documento deverá normatizar as condutas em relação à preservação e conservação de edificações, garantindo a perpetuação de características históricas, arquitetônicas e culturais. Uma das realidades que serão definidas, são as intervenções em edificações que possuem dois andares, onde o térreo não precisa ser preservado, pois não tem valor histórico, mas o segundo pavimento precisa de uma manutenção das características.
Um exemplo, é o prédio localizado na esquina da Rua Olavo Tostes com a Barão do Monte Alto, no Centro. Apesar de estar inventariada, o conselho liberou a fixação de portas de vidro no primeiro pavimento, revitalizando o local. "A intenção é reunir os casos mais repetitivos e padronizar. Aqueles especiais, serão analisados independentes dos outros", disse a coordenadora de Patrimônio Cultural e Turismo, Márcia Canedo Bizzo.
Esta iniciativa facilitará o trabalho do Conselho de Patrimônio Cultural. Deverão ser levados em conta no momento da formulação, os novos usos e costumes das edificações. "O que antes era uma residência, poderá ser outra coisa. Nesses casos, o dono do imóvel precisará fazer um projeto mantendo os valores significativos, e propondo as demais alterações", explicou Márcia Bizzo.
A coordenadora aproveitou o tema retratado e chamou a atenção para a situação de algumas edificações. "Observo alguns bens inventariados que me afligem, pois, estão completamente abandonadas, alguns deles fazem parte de um conjunto arquitetônico paisagístico tombado, como podemos ver próximo a Praça Pacheco de Medeiros".
As cartas de restauro são ferramentas recentes e começaram no Brasil, a surgir após a década de 20. No Brasil cidades como Brasília, Salvador, Petrópolis, Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Cabo Frio, entre outras, já fizeram os seus documentos. Geralmente, são formuladas em seminários. A de Muriaé será confeccionada no final da Jornada de Patrimônio, evento que será promovido em várias cidades de Minas.
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