Recenseadores de Muriaé enfrentam problemas para colher dados
Segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicado na segunda-feira (16), dos 58 milhões de domicílios existentes no país, 16,5% já foram recenseados, o equivalente a 9,6 milhões de residências. Os 130 mil recenseadores transmitiram dados de aproximadamente 33 milhões de brasileiros. Em alguns estados a coleta está num ritmo adiantado, como Rondônia (28,2%), Sergipe (27,2%), Ceará (25,5%) e Mato Grosso do Sul (22,4%).
Alguns recenseadores, entretanto, encontram dificuldades para ter acesso aos dados da população. De acordo com o coordenador de subárea para o Censo 2010, Carlos Henrique Meirelles Ávila, depois de 20 dias de início da pesquisa, os pesquisadores de Muriaé enfrentam os mesmos problemas, daqueles que estão nos grandes centros.
Alguns estão com dificuldade de encontrar o morador. Em outros casos, as pessoas se recusam em receber o recenseador. Entretanto, todos serão contados, já que os pesquisadores voltam quantas vezes for necessário para que seja respondido o questionário. “Encontramos mais dificuldades nas áreas onde estão as pessoas de maior pode aquisitivo, principalmente nos condomínios”, informou Carlos Henriques.
Setores considerados de vulnerabilidade como Santa Terezinha, Joanópolis e Aeroporto, não geraram problemas para o IBGE, na cidade. “Pedimos que as pessoas nos recebam. O tempo da pesquisa é muito pequeno e rápido”, contou a recenseadora Wandérléia.
O Censo em Muriaé, começou na área urbana, mas já foi iniciado também na Zona Rural. O coordenador informou ainda que convocará, no início de setembro, uma reunião com a Comissão Censitária para discutir o início da pesquisa, os problemas encontrados e as próximas fases do levantamento de dados.
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