A Notícia

Sábado
04 de fevereiro de 2012

Casa da Menina

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Instituição social cuida das “mulheres do futuro”

Por Magno Lopez 

“Meu sonho é ser dentista. É uma profissão que me chama bastante atenção. Gosto de ver esses profissionais fazerem o seu trabalho”. Este é o desejo de Maria Stefani Soares, de 9 anos, que há dois anos é atendida pelos profissionais da Casa da Menina. Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, o Jornal A Notícia conversou com algumas meninas do lar para saber dos planos que elas possuem para o futuro.
As internas ainda são pequeninas, mas já demonstram sonho de gente grande. São desejos, admirações e entusiasmos que começam a direcionar o futuro das internas. Para auxiliar na formação, são repassados, em todas as atividades desenvolvidas na casa, diversos valores construtivos.
Tanta preocupação em passar as melhores experiências e instruções já desperta nas meninas o interesse pelas responsabilidades de uma vida com responsabilidades. É o caso de Escarlate Neves de 8 anos. As atividades preferidas por ela, por enquanto, é ir a escola e brincar com as amiguinhas na casa, mas, definiu que quer ser professora quando crescer. “É uma área muito boa para trabalhar”.
A mesma profissão foi escolhida pela pequena Laísa de Oliveira, de 10 anos. “Escolhi porque é uma profissão que agente aprende mais”. Mas, ela não se limitou a dizer apenas a possível área de atuação. “Meu sonho é que a violência diminua, do mesmo jeito que os roubos e as mortes. Também espero que a prostituição não aconteça mais. Estas são coisas ruins que não levam ninguém a lugar nenhum”, completou.

RECUPERAÇÃO - De acordo com coordenadora pedagógica, Tarciana Braga Nascimento, apesar das crianças atendidas pela Casa da Menina serem carentes e possuírem uma realidade dura, isto não significa uma barreira para o crescimento delas e para a realização de qualquer sonho. “Considero um ponto positivo a estadia delas nesta casa, pois, aqui elas encontram o nosso apoio, por meio das atividades direcionadas a necessidade de cada uma. Sabemos que o desejo de ser é especifico de cada um”, disse.
Para coordenadora da Casa da Menina, Lady Maria Santos Gomes, para ser mulher as meninas passam por várias etapas na vida, desde o nascimento, adolescência e fase adulta. “Temos a preocupação de repassar os valores da vida. Chegamos a receber algumas sem nenhum valor ou mesmo com a autoestima baixa. As vezes vemos crianças com 6 ou 7 anos, que são tristes e amargas”.
Um dos desafios dos profissionais do lar é dar continuidade ao programa, já que as vezes todo o trabalho feito durante a semana é perdido no sábado e domingo, quando as internas voltam para a casa. “Mas, o mais interessante é que a nossa esperança nunca termina, pois jamais desistimos e sempre estamos aqui dispostos a recomeçar a cada segunda feira, falando de amor, esperança e autoestima. Tudo isso para termos pessoas de bem, eu vão tratar seus filhos com amor e carinho”, explicou, Lady.

 

 

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