No final da década de 60, a febre dos festivais de Música Popular Brasileira assolava todo o país, servindo de palco para a população extravasar seu inconformismo com a forma de governo que foi brutalmente imposta pelo Regime Militar.
O clima que se encontrava nos grandes centros era vivido intensamente no Brasil, nas capitais e até no interior. Os jovens, inconformados com tudo que acontecia no mundo, necessitavam de mudanças para divulgar seus mais novos ideais de liberdade.
Os Festivais da Canção, organizados em Muriaé por Jorge Barroca e Paulo Roberto Barros, surgem nesse contexto, projetando o nome de nossa cidade nacionalmente durante os anos de 1969, 1970, 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978, 1980, 1982 e 1983; e se tornou, em todo país, um importante veículo de divulgação da Música Popular Brasileira, com repercussão em vários estados. Era considerado o melhor festival do interior do Brasil e o terceiro de todos, perdendo apenas para os do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Os músicos de fora eram bem recebidos e interagiam musicalmente com os participantes muriaeenses. A “Festa da Música” estendia-se pelo calçadão da Rua Coronel Amador Pinheiro de Barros até a Praça João Pinheiro.
Estes festivais tiveram destacada importância como laboratório para que renomados compositores e músicos, no início de suas carreiras, pudessem expor suas novas composições e serem descobertos por alguma gravadora. Nomes como, Joana, Sandra de Sá, Fátima Guedes, Fafi Siqueira, entre outros, deram início a suas carreiras nos palcos de nossa cidade.


