Nascido em 27 de julho de 1910
Falecido em 10 de agosto de 1980
Por João Carlos Vargas e Flávia Alves Junqueira – Memorial Municipal de Muriaé
Nasceu em Carangola, Minas Gerais, em uma família de nove irmãos e irmãs, filhos de Farage Resgala e de Anna Melhem Resgala, imigrantes sírio-libaneses. Iniciou seus estudos no Colégio Carangolense e, ao terminar o antigo ginásio, foi trabalhar no comércio, motivado por uma aptidão que se revelou em uma imensa satisfação pessoal. No início da década de 1930, estava em Eugenópolis como representante das máquinas de costura e de outros produtos Singer e da empresa de seguros A Equitativa. Após algum tempo, conheceu a futura Sra. Dalvina Dorigo Resgala, funcionária dos Correios e Telégrafos, filha de imigrantes italianos e natural de Patrocínio do Muriaé. Casaram-se em 15 de agosto de 1951 e, deste casamento, nasceram os filhos: Paulo Roberto Resgala, Renato Marcelo Resgala, Carlos Danilo Resgala e Asise Resgala Filho.
Suas atividades de vendedor em Muriaé tiveram início anos antes do casamento, logo mostrando imensa capa¬cidade de se relacionar com as pessoas, tendo-as por longas e duradouras amizades, o que muito contribuiu, apoiado pelo então Prefeito Municipal Geraldo Starling Soares, para se tornar sócio da empresa “A Elétrica Muriaé Ltda”, ao lado de Antônio Adriano e outros, instalada à Rua do Rosário, depois à Rua Silveira Brum, nº 20 e, mais tarde, à Praça João Pinheiro, nº 178, pioneira na região no ramo de produtos eletrodomésticos, novidade muito procurada naquela época, afastando-se, por motivos de aposentadoria, no ano de 1974.
Na década de 40, notabilizou-se como um dos assessores principais do Prefeito Geraldo Starling Soares, no tempo em que o querosene era combustível de grande uso e de venda restrita por causa da II Grande Guerra. Devido a esse contexto e tendo a cidade clamado por um espaço de atividades sócio-esportivas, participou, com pessoas ilustres da sociedade local, da criação do “Muriaé Tênis Clube”, subordinando a venda de querosene acima do limite estabelecido à compra de cotas de sócio do clube. Angariou, assim, grande prestígio, tornando-se um dos fundadores da agremiação ao mesmo tempo em que participava de iniciativas semelhantes em localidades próximas. Foi sócio-fundador da antiga Cia. Telefônica de Muriaé (CTM) e acionista da Rádio Muriaé, pioneiro na radiofonia muriaeense, sócio da Labra (Liga Brasileira de Rádio-Amadores). Foi também o primeiro proprietário do S.I.P. (Serviço de Informação e Publicidade) que se tratava de um alto-falante instalado na Praça João Pinheiro que tocava músicas, fazia propagandas do comércio local e divulgava os feitos do governo do então Presidente Getúlio Vargas.
Grande entusiasta e incentivador, com Hélio Alves de Araújo e Moacir Gomes de Lima, da criação da APAE em Muriaé, viu esta instituição surgir na década de 1960, fato que muito contribuiu para a integração social dos portadores de necessidades especiais. No futebol, destacou-se como esportista e presidente do Nacional Atlético Clube. Nos últimos anos de vida, dedicou-se ao ramo de corretagem de seguros.
Foi a partir de 1943, obreiro da Loja Maçônica Labor, Força e Virtude, vindo a falecer em 10 de agosto de 1980, deixando o exemplo de uma irretocável vocação para servir.


