Nascido em 04 de abril de 1880
Falecido em 02 de novembro de 1977
Por João Carlos Vargas e Flávia Alves Junqueira – Memorial Municipal de Muriaé
Augusto José de Abreu Xavier nasceu no dia 04 de abril de 1880, no distrito de Boa Família, em Muriaé. Primogênito de uma família de nove irmãos, era filho de José Fortunato de Abreu e de Joaquina Antônia Gomes de Abreu.
Aos vinte seis anos, casou-se com Dona Izaltina Eugênia de Souza Abreu, natural de Tuiutinga, distrito de Guiricema, Minas Gerais, filha de Manoel Gomes de Souza e de Rita Eugênia de Souza. Nos primeiros anos de casados, viveram em Boa Família, mas, logo mudaram-se para Muriaé, onde Augusto comprou as terras localizadas, hoje, nos bairros Santo Antônio, São Francisco e São Cristóvão. Mais tarde, compraram e passaram a residir no sítio denominado Areião, que ficava na divisa desta cidade com Patrocínio do Muriaé, próximo às margens do Rio Muriaé. Lá, o trabalho na lavoura e a criação de animais, como galinhas e porcos, já era intenso. Chegaram a extrair lenha para comercializar com a Estrada de Ferro Leopoldina Railway. Foi aí que também compraram e se mudaram para o Sítio Cachoeira do Desengano, que fazia divisa com as terras onde, hoje, estão os Bairros João XXIII, Colety, Safira, Planalto, Distrito Industrial e a Fazenda Barra Alegres. Augusto de Abreu comprou o sítio no ano de 1912 e pertenceu a ele a 1ª Escritura Pública destas terras. O casarão, localizado na entrada do Bairro João XXIII, foi tombado no ano de 1997 pelo Patrimônio Cultural Municipal e se encontra muito bem preservado por seus herdeiros. Neste local, Augusto de Abreu viveu até os últimos dias de sua vida, que não foi curta, pois, viveu até os noventa e sete anos. Mesmo com toda esta idade, sua memória era admirável e de uma lucidez a toda prova.
Marido exemplar, modelo de irmão, trabalhador fidelíssimo e correto no cumprimento de seus deveres. Sua vida foi simples, de paz e de concórdia.
Viveu para sua família, procurando encaminhar os filhos na retidão e na honestidade. São seus filhos: Agostinho, José, João, Rita, Maria, Alexandra e Glória, as duas últimas foram Irmãs Marcelinas, Luiz e Manuel.
Como bom cristão, assumiu o matrimônio uma vez e o renovou por quatro vezes em suas Bodas de Prata, de Ouro, de Brilhante e de Diamante.
Deixou descendência com inúmeros netos, bisnetos e tetranetos. Na vida política, além de seu pai, que fora político pelo distrito de Boa Família, alguns destes deixaram seus trabalhos registrados, como José Sanches de Abreu, vereador por duas vezes; e seu irmão, Jair Sanches de Abreu, vereador por duas vezes e Vice-Prefeito de Muriaé por uma vez; e, Doutor Carlos Wilson Dala Paula Abreu, atual Vereador na Câmara Municipal de Muriaé.
Soube amar a agricultura como bom lavrador, dedicando-se, primeiramente, à lavoura de café, ao plantio de arroz e também à pecuária.
Trabalhou sempre com entusiasmo enquanto as forças o permitiram. Assim como soube cuidar com dedicação de seus pais, até o fim encontrou, também, no amor e na dedicação dos seus filhos, consolo para seus últimos dias. Sua filha Maria, também conhecida como Nininha, sempre o acompanhou com mil cuidados e atenção, estando ao seu lado como um anjo protetor.
Augusto José de Abreu Xavier faleceu no dia 02 de novembro de 1977, vítima de colapso respiratório e arteriosclerose generalizada.
Soube aceitar a fraqueza sempre otimista e com muita fé em Deus. Todos sentiram sua partida, pois, deixou familiares, parentes e amigos saudosos.
Em Muriaé, temos um bairro que leva seu nome através da lei nº. 985 de 1983 votada pela Câmara Municipal de Muriaé e proposta pelo então vereador José Sanches de Abreu, seu neto.


