A Notícia

Quarta
23 de maio de 2012

LUCIANO ALVES PEREIRA

E-mail Imprimir PDF

Nascido em 13 de agosto de 1874

Falecido em 18 de maio de 1944

Luciano Alves Pereira nasceu no distrito de Santo Antônio do Belizário, município de Muriaé, no ano de 1874. Neto do fundador do local, Belizário Alves Pereira, Luciano era filho de Maximiano Alves Pereira e de Heduviges Augusta Dias de Andrade. Heduviges era filha de Luciano Dias Paes, descendente de Fernão Dias Paes Leme, o histórico bandeirante paulista.

O pai de Luciano, Maximiano, morreu aos 25 anos de idade, não chegando a conhecer o filho que Heduviges esperava. Apesar de não ter conhecido o pai, Luciano herdou dele o espírito desbravador e pioneiro, usando estas características para continuar a formação do distrito que, na época, era composto de matas virgens, índios bravos e muitas doenças provocadas pelos mosquitos.

Luciano Alves Pereira era mente mais evoluída e aberta, pois, estudou em Muriaé. Chegou à maioridade em plena mudança para o regime republicano ao qual adere de imediato. Cheio de idéias novas e ambições, tinha pendores intelectuais e queria desenvolvê-los. Gostava do comércio atacadista e, ousado, logo se tornou uma ponte entre os cafeicultores de Belizário e região com os compradores de café de Muriaé e outras cidades. Associou-se, para isso, ao Coronel Gabriel José de Oliveira, grande negociante de café em Muriaé, possuidor de armazém e de vasto estoque do grão. Logo, o próprio Luciano começou a ser chamado de "Coronel" devido a sua influência e riqueza.

Casou-se aos 20 anos de idade com a viúva Raquel Maria de São José com quem teve 4 filhos, além da enteada, filha que Raquel trouxe para o casamento.

Depois das desavenças com um fabricante de botinas de couros de nome Ferola, teve que fugir às pressas para Muriaé com a família, levando poucos pertences e deixando para traz a loja e a casa que Ferola tomou posse. Eram tempos difíceis em que as coisas eram resolvidas na força.

Em Muriaé, Luciano associou-se a Theófilo Tostes e, juntos, abriram a "Casa Americana", grande loja de comércio de artigos finos próxima à estação ferroviária, prédio vendido depois à família Guarino.

Transferindo-se para Manhumirim, lá, funda uma filial da Casa Americana, desta vez, em sociedade com seu irmão Maximiano, os irmãos Gomes Campos e seu velho companheiro "Nhozinho Tostes".

Era também ajudante do Procurador da República. Morou ainda em Espera Feliz, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, onde faleceu em 18 de maio de 1944.

Luciano Alves Pereira: um dos mais importantes pioneiros e grande exemplo belizarense, a quem se deu o nome à principal rua de Belizário.