A Notícia

Quarta
08 de fevereiro de 2012

MARIA DE JESUS C. GUIMARÃES Parte II

E-mail Imprimir PDF

Com isso, Dona Santinha passou a se interessar e a conhecer a vida daqueles de que muito necessitavam. Assim, resolveu fundar em Muriaé, no mês de julho de 1961, a “Casa da Menina”, na Barra, recebendo desde o início o apoio dos Vicentinos e, em especial, a do saudoso Sr. Abílio Alves de Matos, mais conhecido como Sr. Biloca. A Casa tinha como objetivo amparar meninas órfãs, isto é, dar a elas um abrigo, onde pudessem morar e receber amor, carinho, educação e, acima de tudo, um lar para crescerem com dignidade. Foi formada a primeira Diretoria e Dona Santinha ficou como Presidente. Da sua diretoria, faziam parte as amigas e companheiras Maria do Carmo de Castro e Wilhermina Canêdo, além do apoio de Édmen Germano, Augusta Sigilião e Moreninha, sua irmã. Inicialmente, a Casa funcionou apenas com 11 meninas e foi crescendo, até atingir, atualmente, o número de 42 meninas.
Dona Santinha, por sua dedicação total às crianças pobres e desamparadas, foi sempre reeleita Presidente, ali ficando durante vinte e cinco anos de sua vida, de 1961 a 1986. Ela dizia que a Casa da Menina só resistiu a todo esse tempo pela abnegação das suas amigas diretoras e pela bondade da comunidade muriaeense, que jamais negou recursos materiais àquela entidade. Ela sempre fazia questão de enfatizar que todas as meninas eram muito bem tratadas e que sempre receberam todo apoio da diretoria. Atualmente, os trabalhos continuam da mesma forma tendo como presidente a Sra. Andréa Cristina Coelho de Bem Santos.
Infelizmente, Dona Santinha faleceu no dia 14 de julho de 1992, aos 84 anos, e foi sepultada no mesmo dia no Cemitério Municipal de Muriaé. Partiu deixando saudades e seu nome marcado na vida de muitos cidadãos. Sua história é exemplo de vida para muitas pessoas que presenciaram todo seu belo trabalho social.