Em 1922, mudou-se para um sobrado situado à Rua Desembargador Canêdo esquina com a Rua Doutor Alves Pequeno, fixando ali sua residência e a casa comercial até o ano de 1924, quando vendeu o imóvel para o Sr. Aristóteles Campos. Neste mesmo ano, Sr. Corrêa comprou, na mesma Rua Desembargador Canêdo, uma casa para a família e um terreno ao lado onde construiu um armazém de café e trabalhou, por muitos anos, com sua casa comercial. Além disso, possuía três fazendas: uma no distrito de Vermelho, uma na região da Pratinha e outra no município de Barão do Monte Alto.
Homem trabalhador, honesto e de caráter, exemplar chefe de família, esposo dedicado, pai amoroso, católico praticante e membro da Liga Católica, foi ele o doador do altar de São José à Matriz São Paulo.
Construiu, em Muriaé, imóveis, como os já citados anteriormente, e o prédio onde foi o primeiro Supermercado Pioneiro de Muriaé e a residência à Praça José Henrique Hastenreiter, número 19, construída por ele para morada de sua sogra, Laudelina Mendes de Castro, casada com Domiciano Antônio Monteiro de Castro Filho.
Foi fundador e conselheiro da Casa de Caridade Hospital São Paulo, em 1925; sócio-fundador da Associação Comercial; sócio-fundador do Muriaé Tênis Clube; sócio-fundador do Aero Clube de Muriaé; sócio-fundador do Estádio Soares de Azevedo, o “Nacional”; sócio da Cooperativa Agropecuária Mista de Muriaé. Sempre caridoso, cooperou com a Associação dos Vicentinos e, juntamente com o Sr. Edmundo Germano e o Coronel Izalino, com a compra e a doação do prédio onde funcionava o Atheneu São Paulo, hoje, o prédio onde funciona o Colégio Santa Marcelina.
José Corrêa do Prado faleceu no dia 04 de outubro de 1960, em Muriaé, aos 75 anos de idade, deixando, além dos filhos, seis netos e quatorze bisnetos. Seu corpo foi sepultado no Cemitério Municipal de Muriaé.
Deixou à família o legado de uma vida traçada na retidão, no trabalho e na amizade.
Em Muriaé, como homenagem, temos uma rua no bairro São Francisco que leva seu nome pelo decreto nº279 de 1976.


