Comandante do 47º fala sobre a realidade da seguranção pública
Por Magno Lopez
Prefeitos, empresários e populares compareceram na posse do novo comandante do 47º Batalhão de PolÃcia Militar de Minas Gerais, na AABB, na quinta-feira (14). Antes da solenidade o Ten. Cel. Marco Antônio Rodrigues concedeu uma entrevista exclusiva ao Jornal A NotÃcia, quando analisou a cidade e falou de suas expectativas.
A NotÃcia: O senhor analisou as caracterÃsticas da cidade antes de assumir o cargo. O que pôde avaliar?
Ten. Cel. Rodrigues: Muriaé teve um grande desenvolvimento em vários aspectos. Segurança Pública não é um tema que figura nas discussões somente aqui, mas no Brasil inteiro. Notei que houve um crescimento na violência há alguns anos em todo o Brasil, mas, recentemente, com a instalação do Batalhão e com a aproximação dos órgãos de segurança pública, notamos, exclusivamente nas cidades sob o nosso comando, uma queda nos números. Só para ilustrar, Muriaé estava entre as 20 cidades mais violentas até 2007. De 2008 pra 2009, nós não figuramos nem entre as 200 primeiras. A expectativa da população é que a segurança se estabilize. Zerar a criminalidade, acabar com o crime é até ilusão, mas é possÃvel estabelecer um patamar sustentável de convivência.
A NotÃcia: Como é assumir uma cidade que vem apresentando reduções consideráveis nos Ãndices de violência?
Ten. Cel. Rodrigues: Será um desafio diminuir ainda mais esses Ãndices, principalmente, devido ao trabalho que foi realizado nos últimos três anos. Isso gera uma expectativa e ansiedade, mas tenho a esperança muito grande do resultado do nosso trabalho poder colaborar para mais melhorias.
A NotÃcia: A infraestrutura do 47º Batalhão é o que o senhor precisa para desempenhar o trabalho?
Ten. Cel. Rodrigues: Solicitaremos a melhora de viaturas, de efetivo, de recursos para o trabalho do policial, armamento, enfim, tudo aquilo que o policial necessita no trabalho do dia a dia. Tentaremos fazer uma gestão junto ao escalão superior, ao comando da PM e também junto aos parceiros da segurança pública, para que possamos obter resultados cada vez melhores.
A NotÃcia: Como senhor se define? É um militar de estratégia/administrativo ou mais ligado ao setor operacional?
Ten. Cel. Rodrigues: O comandante de um batalhão, além dele ser lÃder de uma tropa operacional, que presta serviços à comunidade, precisa estar ligado a questões administrativas. Somente no 47º Batalhão, somos 390 policiais distribuÃdos em 18 municÃpios. Assim, o comandante deve perceber todos os detalhes. Não adianta cuidar apenas da parte operacional e esquecer-se da parte administrativa. É do meu perfil frequentar a vida social e eventos do municÃpio. Gosto da proximidade com a sociedade, já que esta é uma maneira de ouvir as pessoas, receber crÃticas e elogios do trabalho desempenhado.
A NotÃcia: É sua intenção continuar os projetos desenvolvidos pelo major Preste, antigo comandante?
Ten. Cel. Rodrigues: Sim. Verificamos o sucesso de vários projetos, como: “PolÃcia Comunitáriaâ€, “Base Comunitária Móvel†e “Rádio Patrulhamentoâ€. Lógico que tudo pode ser melhorado. Mas, o principal objetivo é estabelecer um policiamento preventivo na cidade, cada vez mais forte, ou seja, aquele que visa proteger a pessoa de bem. Também é importante a aplicação de projetos como o Proerd e dos Jovens Construindo a Cidadania.
A NotÃcia: Sabemos dos altos números de furtos e roubos na cidade, já se pensa em alguma ação para tentar amenizar este problema?
Ten. Cel. Rodrigues: Vamos dar um foco maior, principalmente nos bairros. No centro da cidade, logicamente, o policiamento já tem o foco preparado pra evitar o crime de roubo e furto, mas precisamos de uma atenção especial aos bairros, pra evitar que o cidadão tenha sua residência invadida, arrombada nos finais de semana. Queremos estabelecer um mecanismo, intensificar esses projetos de conscientização da população, para que as pessoas tenham mais atenção com seus pertences também.
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