O assunto da semana, obviamente, não poderia ser outro. Claro. A cidade do Rio de Janeiro e o Brasil ganharam de forma emocionante o direito de hospedar os Jogos OlÃmpicos de 2016, o que ocorrerá pela primeira vez na América do Sul, um fato inédito na história dos ll3 anos de OlimpÃada da era moderna.
Quem viu, torceu e sentiu a ansiedade das autoridades presentes e a esperança do povo que acompanhava pela televisão, naqueles segundos que antecederam ao anúncio que acabou por coroar o Rio de Janeiro e o Brasil, se emocionou muito e se orgulhou ainda mais. Não só pelo choro do presidente Lula ou pela emoção das autoridades que lá se encontravam, mas principalmente pela oportunidade que teremos de mostrar ao mundo do que seremos capazes de fazer, e de poder demonstrar que o Brasil está deixando de ser apenas o paÃs do futuro. É a prova de que o mundo, apesar dos problemas que temos, já começa a nos olhar como um paÃs diferente
Competimos e ganhamos de um seleto grupo de paÃses que ostentam a tradição de fazerem parte daqueles que sãos as maiores economias do mundo, como Estados Unidos, Espanha e Japão.
Sabemos das nossas deficiências, e das preocupações daqueles que se opõem ao projeto, alegando ser muito dinheiro e ser investido, e que os recursos deveriam ser carreados para a educação, por exemplo. Não deixam eles de ter suas razões, pois, obviamente há carências nas áreas sociais. Não só na educação, mas também na saúde pública, na habitação, na geração de emprego e outras mais. Mas como escreveu MÃrian Leitão, colunista do Jornal O Globo: "olimpÃadas são magia, sonho, chance; olimpÃadas são o momento em que esporte, economia, polÃtica, cultura e questões sociais se misturam".
Temos a confiança de que eventos como a Copa do Mundo em 2014 e a OlimpÃada de 2016, se tiverem seus investimentos bem planejados, e se não houverem os costumeiros desvios de conduta e de recursos, poderão nos trazer o retorno que os brasileiros esperam, e poderá dar ao cidadão Lula, um brasileiro que esbanja carisma e popularidade, outras oportunidades para que ele possa continuar o seu choro... de felicidade, é claro.
Falando em choro, quero fazer aqui um "mea culpa". É que no artigo da semana passada, escrevendo sobre o projeto de inelegibilidade do candidato ficha-suja, assassinei o português. Escrevi "fixa" ao invés de ficha. E o pior é que nem meu computar me corrigiu. Erro imperdoável. Quando vi no site, me passaram pela cabeça os nomes dos amigos que costumam ler esta coluna e que à s vezes comentam comigo: professor Marcos Coutinho, Dr. VirgÃlio Ricardo, Dr. João Batista de Paula, Nagibi, José Sidney, o Sérgio da Harmonia, PlÃnio Beloni, Dr. José Roberto Mazzini, Dr. Murillo Garcia, e, alguns outros mais. Dizer simplesmente que errar é humano é aceitar a possibilidade de continuar errando, embora saiba que outros poderão vir.
Com esse pedido de desculpas aos meus poucos, mas estimados leitores, e em atenção ao que está previsto na Constituição, abro um espaço para o direito de resposta da principal ofendida: a LÃngua Pátria.


