A Notícia

Quinta
09 de setembro de 2010

Ainda sobre a Olimpíada

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Na semana passada, comentamos sobre a vitória da cidade do Rio de Janeiro e do Brasil que conquistaram o direito de sediar a Olímpíada de 2016. Voltamos ao assunto porque gostaríamos de fazer algumas outras considerações, que, naquela oportunidade por falta de espaço, não foram possíveis faze-las.

Sediar uma Olimpíada, com certeza, é um marco histórico para qualquer cidade do mundo. Foi assim com as cidades que já tiveram essa oportunidade como Los Angeles, Barcelona, Pequim e outras, e assim acontecerá também com Londres em 2012 e Rio de Janeiro de 2016.

Será um momento de congraçamento de todos os esportes, para onde estarão voltados os holofotes da mídia internacional, mostrando não só a sede dos jogos, mas também o Brasil, nossa cultura e nossa gente para o mundo inteiro. Daí a importância de se hospedar e organizar uma Olimpíada.

Passada a euforia inicial, começa a contagem regressiva dos sete anos que faltam, e a preocupação da sociedade agora, será de que maneira estarão sendo empregados os recursos a serem disponibilizados para o evento. A realidade atual nos mostra uma cultura nefasta em todas a áreas da administração pública onde a corrupção, os desperdícios, a prática de sobrepreços e os desvios de verbas são recorrentes, e um evento dessa magnitude que envolve grandes projetos, requer um aparelhamento de fiscalização absolutamente eficaz e muita transparência nas ações.

Se de um lado a sociedade se mostra radiante com os próximos eventos que ocorrerão no Brasil, como a Copa do Mundo e a Olimpíada, de outro sobram preocupação e desconfiança quanto aplicação dos recursos a serem disponibilizados, por razões óbvias.

Embora até 2016 seja um tempo relativamente curto, o que a sociedade espera é que, até lá, o país possa avançar economicamente, que possa acumular novos ganhos sociais, e que os Jogos Olímpicos sejam uma oportunidade para a geração de emprego, fortalecimento da cultura, do turismo, do meio ambiente e, principalmente, para a capacitação de pessoas e de atletas de modo que possamos obter um crescimento significativo, não só na cultura ou na parte social, mas para que possamos evoluir também no quadro de medalhas. Por que não?