A Notícia

Quarta
08 de fevereiro de 2012

A popularidade do Presidente e a transferência de votos

E-mail Imprimir PDF

O Brasil já se acostumou com as viagens do presidente Lula. Não sei se há alguma pesquisa neste sentido, mas se forem algum dia contabilizados e somados os dias em que o Vice-presidente José Alencar assumiu o poder interinamente, com certeza, a soma dessa interinidade, resultará num belo mandato. Podem conferir.

Em princípio, nada há contra as suas viagens, pois é através delas que o presidente, aproveita para "vender" as suas inúmeras ideias ao mundo. Não importa em que lugar esteja. Seja no agreste pernambucano, falando para o sertanejo de chapéu de couro divulgando o Bolsa-família, seja em Copenhague defendendo a Olimpíada, seja discursando para o mundo quando aborda os programas do bio-combutível brasileiro e do petróleo do pré-sal, ou ainda, seja tentando conseguir um assento definitivo para o Brasil numa das cadeiras do Conselho de Segurança da ONU.

Construída a sua popularidade em cima dessas ações políticas heterogênias, o presidente agora persegue obsessivamente o seu projeto político, que é o de fazer sua sucessora a ministra Dilma Rousseff, uma candidata que não nasceu nas bases petistas, e que está sendo colocada ao Partido de cima para baixo, por escolha e responsabilidade de sua estrela maior, o próprio presidente Lula.

Sem nenhuma experiência administrativa ou eleitoral, e com pouca luz própria para enfrentar uma campanha desse porte, a candidata do governo aparece em todos os eventos sob as luzes dos holofotes do Planalto, a pretexto de acompanhar e fiscalizar as obras do PAC - Programa de Aceleração do Crescimento. As aparições da ministra nos canteiros de obras têm rendido ao presidente e ao governo várias críticas de autoridades e acusações pela oposição por conta da utilização da máquina pública, além de promover a antecipação ilegal da campanha eleitoral, cujo sinal de alerta já foi aceso esta semana pelo presidente do STF ministro Gilmar Mendes.

Mesmo com esse aparato, a virtual candidata do governo não parece empolgar muito os eleitores nas pesquisas feitas até o momento.

De qualquer forma, como as eleições serão somente no próximo ano, ainda falta algum tempo para que seja dada a largada definitiva da corrida eleitoral, quando então teremos a oportunidade de saber, não só a que se propõem os candidatos da oposição, mas também se a popularidade que o presidente anda ostentando será capaz de transferir votos para a sua virtual candidata. Aguardemos pois.