Temos visto notÃcias as mais diversas demostrando que as drogas têm se tornado um flagelo para o paÃs. Faz alguns meses publicamos aqui neste espaço uma crônica intitulada "Gol contra", na qual criticávamos veementemente a descriminalização de drogas denominadas leves, no caso especÃfico, a maconha, defendida por um ministro do governo. Na oportunidade, nos colocamos contrários a flexibilização do uso de qualquer tipo de droga, seja as lÃcitas ou as ilÃcitas leves, pois uma vez consumidas, elas são a porta de entrada para o uso das drogas pesadas.
Todos os estudos feitos até aqui apontam para a certeza de que o narcotráfico e o consumo de drogas são os maiores geradores da violência que impera na maioria das cidades brasileiras
Exemplos claros disso temos visto nas faveladas da cidade do Rio de Janeiro, onde o crime organizado com suas armas possantes conseguiu abater até um helicóptero da polÃcia, culminando com a morte, em um só dia, de mais de vinte pessoas, uma verdadeira operação de guerra.
Na esteira do consumo cresce em todas as cidades o uso do crack, o mais destruidor dos derivados da cocaÃna, uma droga que quando utilizada chega ao cérebro em segundos, vicia em poucos dias e vira pesadelo permanente, afetando em poucos meses vários órgão como o próprio cérebro, o coração e os intestinos. Com seu efeito devastador não escolhe cor, gênero, religião ou classe social, invadindo a sociedade e escravizando milhares de pessoas.
O jornal O Globo tem mostrado seguidas matérias sobre o assunto, tendo noticiado em uma delas, que 80% dos meninos e adolescentes moradores de rua das grande cidades, fumam ou já fumaram o crack.
Nascido na chamada Cracolândia, na cidade de São Paulo, onde é grande a concentração de menores abandonados e moradores de rua, o vÃcio de fumar crack se espalha pelo paÃs como uma verdadeira epidemia, tornando-se imperiosa uma ação mais efetiva do poder público na sua repressão, tendo como objetivo o desmantelamento do sistema que abastece de armas e drogas os traficantes, pois no estágio em que se encontra e a forma como aumenta o contingente de viciados em todas as cidades, essa questão passa a ser não só de segurança, mas também uma questão de saúde pública.
Contemplando o cenário de destruição desses jovens usuários, concluÃmos que a sociedade precisa reagir e entender que não há como combater o grande tráfico sem combater também o consumo e o vÃcio no seu nascedouro. A legislação não pode ser flexibilizada em nenhuma hipótese, seja para usuários, seja para pequenos ou grande traficantes. Aos usuários, é necessária a expansão de centros de tratamento para a internação e tratamento da dependência, mesmo que essa internação seja involuntária. Aos traficantes, a construção de presÃdios especiais e o endurecimento das penas, para que, uma vez presos, possam ser mantidos o máximo de tempo possÃvel longe da sociedade.
Além das ações mencionadas, outras soluções devem ser buscadas através de parcerias entre os órgãos de governo, como campanhas nas escolas e orientação de famÃlias, além de melhores investimentos na saúde e na educação, pois se existem verbas para serem investidas em grandes publicidades e eventos rumorosos, como os que serão bancados pelo governo nos próximos anos, deve haver recursos também para serem investidos na solução de um problema tão crucial como o das drogas. A sociedade espera por socorro.


