A entrada de um novo ano, tradicionalmente, é carregada de expectativas que nos sugerem pensar num ano bom, de realizações positivas e de esperanças renovadas.
O ano de 2009 se foi, e, se considerarmos apenas os acontecimentos ocorridos na polÃtica nacional, conclui-se que já foi tarde e que não deixou saudades. Como todos viram, foi um ano marcado por denúncias de corrupção sem precedentes na história em todos os poderes da República, e que por via de consequência, deixou marcas extremamente negativas, com algumas sequelas no sistema democrático do paÃs.
O descrédito na representação polÃtica, a falta de esperança do povo no sentido de encontrar alguém que exerça o poder com honestidade, sem se corromper, fará do voto neste ano eleitoral um verdadeiro exercÃcio de quebra-cabeça para o eleitor.
As mazelas herdadas do ano que passou, como os desvios de verbas, CPIs inacabadas, processos intermináveis sem julgamentos gerando impunidade, e todos os resquÃcios das falcatruas polÃticas ocorridas durante o ano que passou ainda continuam na cabeça do povo.
Como se trata de um ano eleitoral em que deputados, senadores, governadores e o próximo presidente da República serão eleitos, é de fundamental importância que o eleitor comece o Ano Novo se preparando para não repetir os erros do passado, para que atento, não possa votar num desses fichas-sujas e lesadores da Pátria que estarão por aà pedindo votos.
O paÃs precisa de reformas importantes, como as reformas tributária, polÃtica e trabalhista, entre outras. Porém a mais importante delas deve ser uma reforma no Congresso Nacional com uma renovação radical dos seus integrantes, pois a maioria daqueles que lá estão, já provaram que não são dignos da confiança do povo. Neste ano de eleição saibamos escolher estão.


