Quando Tancredo Neves assumiu o governo de Minas, iniciou o seu discurso de posse exaltando o povo de nossa terra. Destacou, na oportunidade, uma parte de texto constitucional e base do nosso sistema democrático que diz: "todo governo emana do povo...". Lembrou ainda a história de nosso estado, com destaque para os grande personagens da polÃtica mineira, os presidentes da história da República que Minas gerou, e os históricos ideais de liberdade que aqui foram construÃdos.
Ao longo da história, Minas jamais deixou de estar na vanguarda da polÃtica nacional, e sendo o segundo maior colégio eleitoral do paÃs, nenhum candidato à presidência da República que se presa, pode ignorar o potencial de nosso estado e a força polÃtica de nosso povo.
É por isso que Aécio Neves, ao anunciar a sua desistência de manter a pré-candidatura à presidência da República, deixa, de certa forma, um vazio no coração dos mineiros e uma relativa frustração daqueles que gostariam de vê-lo concorrer ao principal cargo polÃtico do paÃs.
O que ocorre é que o governador mineiro, embora tenha carisma e bom poder de articulação, trata-se de um polÃtico que tem suas convicções centradas na unidade partidária, e qualquer divisão no seu partido nesse momento, só beneficiaria a candidatura sustentada pelo governo.
Enquanto isso, a eventual candidata situacionista Dilma Rousseff, que é mineira de nascimento (quantos sabiam disso?), meio sem jeito e sem carisma, vai tentar preencher os espaços, na esperança de conquistar a simpatia e o voto dos desconfiados mineiros.
Assim, só nos resta esperar para que possamos saber, se num futuro próximo, como conta a história e nos manda a tradição, se continuaremos bem representados ou não, no cenário polÃtico nacional.
A única certeza é que, como no Hino, mesmo que seja uma homenagem extra-oficial, sabemos que quem conhece Minas, sua tradição e suas glórias, não esquece jamais.


