A Notícia

Quarta
08 de fevereiro de 2012

Entre vuvuzelas e jabulanis

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Enquanto a bola rola leve e solta  nos gramados da África do Sul, concentrando no torneio mais importante do futebol mundial a atenção dos brasileiros, aqui no Brasil, a política continua também rolando, só que nos tapetes, ou seja bem rasteira, embora sem as celebridades que passam por lá.

Há pouco mais de três meses para as eleições de outubro, que renovarão os mandatos e a representação política do país, aumentam-se as preocupações da classe política com os conchavos e  as coligações, visando a formação dos palanques regionais, e,  principalmente, os acordos que têm como objetivo principal o ganho de espaço no tempo de propaganda no rádio e na televisão.

O cenário político nacional nos mostra, de um lado, um amontoado de partidos sem definição ideológica, se aglomerando de forma pragmática, ou se acomodando debaixo das asas do partido do governo, que não por acaso, é  também comandado com mão de ferro pelo seu líder maior, o presidente Lula.

Do outro lado, uma oposição frágil, perdida nas próprias trapalhadas, sem entendimento, sem ação e sem um discurso que possa empolgar a quem quer que seja. Sua fragilidade ficou patente na indefinição de seu principal candidato, no caso, José Serra, e no imbróglio que envolveu o ex-governador mineiro Aécio Neves. O resultado dessa indecisão foi a inversão no posicionamento dos dois principais candidatos nas pesquisas de intenção de votos, o que, em princípio, parecia improvável.

Outra questão que merece destaque é a escolha dos candidatos à vice-presidência. Não esta sendo levado em conta que, durante a história da República, oito dos presidentes foram substituídos pelos seus vices. E a indicação de um candidato para vice-presidente que não tenha nenhum compromisso ideológico, que não tenha experiência administrativa, ou mesmo carisma com o povo, pode ser um erro insanável.

Portanto, vamos esperar o início da campanha eleitoral no rádio e na televisão, já que foi em função do tempo para aparecerem nesses veículos de comunicação, que fizeram os tais acordos, para que possamos assim ver quais são as propostas dos candidatos. Quem sabe não aparece na TV alguma celebridade importante, que seja capaz de ofuscar as expectativas de uma Copa do Mundo, ou  que seja melhor do que uma vuvuzela ou uma jabulani.