Este ano, oito pessoas que faziam tratamento pelo programa de combate a doença faleceram
Por Magno Lopes
De acordo com o Centro de Epidemiologia, oito pacientes tratados pelo Programa DST/AIDS vieram a óbito em 2011. Em um deles, o paciente procurou o programa no estágio crítico da doença e em menos de 30 dias faleceu vítima de uma infecção oportunista.
Para prevenir e orientar as pessoas sobre as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e o vírus da AIDS, a Secretaria Municipal de Saúde realiza amanhã (2) a entrega de kits com panfletos, folders e camisinhas. Serão também repassadas informações sobre a o assunto na Praça João Pinheiro. A ação faz parte da Campanha que comemora o Dia Mundial da Luta Contra a AIDS.
Um dos problemas apontado pelo referência técnica do programa, Silvério Martins, é a resistência encontrada por algumas pessoas em realizar o exame anti-HIV. “É algo normal e precisa ser feito anualmente”, completou.
Quando o resultado aponta indeterminação ou positivo é necessário uma segunda amostra, mas muitos não voltam para pegar o pedido do exame. Somente no Centro de Epidemiologia existem 30 casos como este; pessoas que podem estar repassando o vírus. “É necessário ser responsável pela sua vida e também pela do próximo”, enfatizou.
O PERFIL - Atualmente, Muriaé atende 227 pessoas no programa, sendo que 159 já possuem os sintomas da doença. Conforme os dados, 57% são homens. Quando é levado em conta o nível de escolaridade dos portadores do vírus, os maiores índices ficam com os que possuem o Ensino Fundamental: 51%, seguido daqueles que possuem o Ensino Médio, com 29%. Cerca de 80% deles não são usuários de drogas. Os heterossexuais são a maioria, representam 87% dos pacientes.
Para Silvério Martins, o número de óbito ressaltado no início da reportagem deve-se ao não comprometimento de alguns pacientes. “É preciso frequentar periodicamente as consultas e tomar os medicamentos em dia. É uma nova rotina de vida que precisa de maturidade”.
O referência técnica disse que por causa do avanço do programa em Muriaé, pessoas de outras 17 cidades buscam aqui o tratamento. Além disso, existe o constrangimento de buscar o tratamento na cidade de origem. Depois de Muriaé (64%) aparecem com maior percentual as cidades de São Francisco do Glória (11%), Miradouro (5%) e Barão do Monte Alto (4%); Eugenópolis, Carangola e Itaperuna têm 3% cada uma.
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