Produtores de peixes ornamentais participam de simpósio
Por Magno Lopez
Com o objetivo de ampliar o potencial da piscicultura ornamental da região, considerada uma das maiores do paÃs, o escritório local da Emater Vieiras, em parceria com a Purina Alimentos, promoveu o I Simpósio de Piscicultura da Zona da Mata Mineira. O encontro dos produtores aconteceu na Fazenda Babilônia, de propriedade do prefeito de Vieirasm, Waldinei Chicarelli de Andrade, na sexta-feira (20).
Para levar as informações, o público participou de palestras sobre "Como Controlar os Parasitas na Piscicultura Ornamental"; "Manejo Nutricional Aplicado a Criação de Peixes"; e " Superando a barreira bacteriana para uma piscicultura mais lucrativa". As instruções começaram pela manhã e só terminaram no inÃcio da noite.
Segundo o gerente da Purina Alimentos, Marco Antônio Gomes Bastos, as instruções produzem conhecimentos técnicos nos produtores. "Queremos apresentar as nossas soluções nutricionais, e assim, melhorar a rentabilidade do produtor. Pensando nisso, a Purina Alimentos promoveu a partilha das experiências vividas neste setor", disse.
Na visão do gerente da Purina Alimentos, a região tem tudo para se tornar a maior produtora de peixes ornamentais do Brasil. Atualmente, esta posição pertence ao estado de Pernambuco. De acordo com dados do prefeito de Miradouro, Dr. Wagner Figueiredo Dutra, a região produz cerca de 200 espécies de peixes ornamentais, entretanto, existem cerca de 3 mil. "Logo, há muito o que ser explorado. Contudo, para que esse crescimento aconteça, é necessário que o poder público seja parceiro do produtor rural", completou. Crescimento que precisa ser acompanhado também de melhoras nas tecnologias aplicadas às produções.
A cidade de Vieiras possui cerca de 200 pessoas trabalhando diretamente com a cultura de peixes ornamentais. O setor é responsável por 15% da renda do municÃpio, o que deve aproximar em R$ 100 mil. Um estÃmulo para o aumento desses números tem sido aplicado por meio de um financiamento concedido pelo Banco do Brasil. Aproximadamente 15 produtores já conseguiram o crédito, que é aplicado na construção de estufas, tanques de peixes, telas, entre outros aspectos.
Para Waldinei Chicarelli de Andrade, os novos investimentos ajudarão a colocar a região como uma das primeiras no cenário nacional. "Enviamos a nossa produção para oito estados brasileiros, entre eles o Rio de Janeiro, e o nosso principal consumidor, São Paulo", contou o prefeito, que também é produtor de peixes ornamentais.
O representante do Banco do Brasil, Carlos Henrique Correa, informou que a instituição financeira busca uma participação ativa por meio dessa linha de crédito, que possuem taxas entre 1% a 5% ao ano.
Para o produtor Felipe Dias, a criação é compensatória, mas ainda falta conhecimento para o segmento. Cada criador chega a gerar em média uma renda de R$ 16 mil; na região, aproximadamente, cinco mil produtos sobrevivem direta e indiretamente da piscicultura ornamental. A criação dos alevinos é feita em estufas de garrafas pets que preservam a temperatura da água em torno de 28º, ou em tanques e açudes.
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