A Notícia

Quarta
23 de maio de 2012

Projeto pode diminuir violência

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Muriaé pode receber até R$ 50 mil para investir em políticas públicas

Por Magno Lopes

O Núcleo de Prevenção à Violência e Promoção da Cultura da Paz realizou uma capacitação sobre as formas de prevenção a violência e a importância das notificações feitas por setores da Saúde e Assistência Social. Durante o encontro, os assistentes sociais, enfermeiros e agentes comunitários de saúde conheceram o projeto enviado para o Ministério da Saúde, pleiteando recursos a serem investidos em ações preventivas.

O documento foi possível, por causa da Portaria 227, que estabelece o repasse financeiro do Fundo Nacional de Saúde para estas iniciativas, com o objetivo de fomentar ações de vigilância, prevenção e redução das violências e acidentes. Municípios com mais de cem mil habitantes podem receber até R$ 50 mil, que poderão ser investidos na contratação de profissionais para coordenação de ações preventivas, capacitação da rede de promoção integrada, contratação de consultores, confecção de material informativo, entre outras.

Segundo a presidente do núcleo de Muriaé, Maria Carolina Gonçalves, as violências estão relacionadas ao consumo de álcool e drogas, por isso, as ações estarão voltadas para as crianças e adolescentes, faixa etária onde os hábitos são formados.

De acordo com a referência técnica de Prevenção à Violência da Secretaria de Estado de Saúde, Maria Célia Nunes, todos os municípios do Estado estão notificando este tipo de violência. “Muriaé está à frente no sentido de formação do núcleo. Aqui existe uma rede mais articulada, o que contribui para o fortalecimento do trabalho”.

A necessidade da capacitação da rede já havia sido constatada nas primeiras reuniões do núcleo, já que o maior número de notificações parte dos serviços especializados de Assistência Social e dos hospitais. Em 2011, a Saúde notificou 33 casos de violência. Já a Assistencial Social por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) chegou ao número de 100 registros. Relacionado ao ano passado os dados vão triplicar. “Isso não indica que a violência aumentou, mas sim que os registros começaram a ser feitos, pois trata-se de um serviço novo”, explicou Maria Célia.

 

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