Consumidor deve ficar atento ao escolher as carnes
Com a chegada das festas de final de ano aumenta o número de pessoas que buscam as carnes para os tradicionais churrascos. Mas é preciso atenção com o produto para que o motivo de festa não se transforme um momento de problemas gastrointestinais. O Jornal A NOTÍCIA conversou com a nutricionista da Clínica Spartha/Spa&Gourmet Diet e Light, Carla Gravel da Costa, que deu dicas e informou quais são os perigos de não se observar alguns critérios na hora da compra.
Para a profissional, a primeira dica é escolher bem o local onde comprar e observar as condições de higiene e procedência da carne. Elas devem estar carimbadas com o Selo de Inspeção Federal (SIF), que garante que o produto é resultante de bois inspecionados e vacinados. “Em caso de dúvidas, o consumidor deve sempre perguntar, principalmente naquele produto que não apresenta o rótulo e que não esteja previamente embalado, podendo pedir ao açougueiro para mostrar o certificado da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária”, aconselhou.
Quem for comprar carne já embalada deve observar se o plástico está bem fechado e se não há nenhum furo. As bandejas devem trazer um rótulo com todas as informações sobre o produto: identificação, origem, data da embalagem, prazo de validade, peso e lote. Se a carne for temperada, o fabricante deve informar também a tabela nutricional e a lista de ingredientes.
As carnes resfriadas devem ser consumidas em até três dias, ou seja, 72 horas após a compra. Já as carnes congeladas, com exceção dos miúdos e das vísceras que não devem passar por esse processo, pois se deterioram facilmente, pode-se armazenar por cerca de se três meses. Mas nada impede, no entanto, que se comprem carnes frescas e se faça o congelamento em casa.
Quem consome produtos mal conservados, corre o risco de ser contaminado com as chamadas Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs). Na maioria dos casos, o indivíduo sofre com vômitos, dores abdominais e principalmente diarreias.
Confira outras características
COLORAÇÃO - uma variação em tons vermelhos, que vai do cereja ao vermelho escuro, sendo que a mais escura indica uma deterioração, ela fica queimada, exposta ao frio. No ponto de vista nutricional perdeu a qualidade.
MACIEZ - as pessoas têm cultura de colocar o dedo para analisar esse critério, mas não deve escolher colocando a unha, pois é uma forma de contaminação. Basta somente observar a cor se tiver aspecto claro, ela está nova e macia.
CHEIRO - isento de odor desagradável.
CONDIÇÕES DE EXPOSIÇÃO - sem estar pingando sangue e água e nem encostada no gelo e balcão. Durante a conservação, a carne tem que estar sempre refrigerada. A temperatura limite nos refrigeradores é de 10°. Já a temperatura da carne congelada deve ficar entre 8°C e 25°C negativos.
GORDURA - a cor deve ir do branco ao amarelo, mas não muito forte.
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