A Notícia

Quarta
22 de fevereiro de 2012

Profissionais que trabalham expostos ao sol devem ficar atentos

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Dermatologista explica porque é importante se proteger dos raios solares

Para quem está em férias, as altas temperaturas, típicas desta estação do ano, são um convite para se divertir na praia, piscina ou cachoeira. Mas quem não está de folga e trabalha exposto às condições climáticas, faz de tudo para driblar o sol e se refrescar.

São inúmeras as categorias profissionais que sofrem com o calor excessivo e a exposição constante ao sol nesta época do ano, como é o caso dos carteiros e leituristas de hidrômetro. Para conseguirem produtividade no trabalho, cumprir a carga horária e, ao mesmo tempo, não se desidratarem ou não terem problemas na pele, alguns cuidados são necessários.

A carteiro feminino, Regina de Souza Dias, há nove anos exercendo a profissão, anda, em média, seis quilômetros por dia, das 12h às 16h - considerado o horário de pico do sol. Para minimizar o calor, ela contou que bebe muita água para manter a hidratação do corpo. “Levo a minha garrafinha de água. Quando ela esquenta ou acaba, peço os moradores ou mesmo compro”, explicou.

Para Regina, a proteção também é importante. Especialmente nesta época do ano, ela usa muito filtro protetor solar, boné e óculos escuros. As próprias bolsas que os carteiros carregam também ajudam a diminuir o peso. Elas são fabricadas com material mais leve, porém resistente. “Temos a opção também de usarmos bermuda ao invés da calça. Com pequenas modificações vamos driblando o calor. O segredo, no entanto, é beber muita água”, afirmou.

Ciente da difícil situação enfrentada pelos profissionais, os Correios disponibilizam aos funcionários, durante todo o ano, protetor solar, boné, chapéu, óculos escuros e insiste na informação de que é necessária a ingestão constante de água. “Independente da chuva ou do sol, temos que entregar a correspondência”, afirmou o gerente do Centro de Distribuição Domiciliar de Muriaé, Vinicios de Souza Oliveira.

Outra categoria, entre tantas outras, que também trabalha exposta às condições climáticas é o leiturista de hidrômetro. Em Muriaé, justamente para evitar a intensa exposição ao sol, os profissionais do Departamento Municipal de Saneamento Urbano (Demsur) saem para a leitura dos hidrômetros na parte da manhã, por volta das 8h, quando o sol ainda não está tão intenso. O departamento também fornece aos funcionários protetor solar e bonés.

Antes de ser leiturista, Vilmar Lopes Pinho trabalhou como agente de saúde. Desde esta época já sabe da necessidade do uso contínuo do protetor solar. Ele também se adaptou ao uso do boné para proteger a cabeça. Ele também redobra a atenção para a hidratação nesta época do ano. “Não tenho vergonha, sempre peço água. Se eu tiver dinheiro trocado, compro uma garr-afinha. O que não podemos é deixar de trabalhar”, afirmou.

CONSELHO DA ESPECIALISTA - De acordo com a dermatologista Karina Fraga Baldanza, os profissionais que trabalham expostos ao sol devem fazer uso contínuo de um bom filtro solar, que deve ser reaplicado a cada três horas; usar bonés, óculos de sol, roupas de mangas compridas e sempre se manter hidratado, ingerindo, no mínimo, dois litros de água por dia; deve-se também evitar o uso de perfumes, anti-sépticos, tinturas, etc, pois os mesmos podem causar reações fototóxicas à pele. “Profissionais que trabalham expostos ao sol estão entre os mais vulneráveis ao câncer de pele, pois ficam expostos à irradiação solar diariamente e por períodos prolongados”, disse, informando que este tipo de câncer corresponde a cerca de 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil.

A dermatologista alerta que, ao perceber alterações, o trabalhador deve procurar um médico, de preferência um dermatologista, que é quem faz o diagnóstico e o tratamento do câncer de pele. “Assim como os instrumentos de proteção, o exame deveria ser obrigatório nestes profissionais, para prevenir o aparecimento ou crescimento de tumores causados pelo sol, facilitando o tratamento e diminuindo os riscos a vida do funcionário”, finalizou.


Por Gabriela Marquito

 

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